segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Ética versus Felicidade...
Ética versus Felicidade... hipoteticamente, o que teria mais importância para ti? Ser ético, mesmo que isso pudesse estar no caminho da felicidade do outro? Ou promover a felicidade, mesmo que isso te obrigasse a dobrar algumas regras éticas?
Nunca me hei-de esquecer das palavras do Professor Luís Miguel Neto, em que dizia que "(...) ser ético é estar à altura da situação". Outro professor dizia-me que "Responsable = Response +Able", ou seja, que é estar habilitado a dar uma resposta à situação. Por isso penso se a Ética e a Responsabilidade serão a mesma coisa, ou apenas vizinhas... Poderá haver ética sem responsabilidade? Poderá a responsabilidade não ser ética?
Que pensas sobre isto?
domingo, 11 de dezembro de 2011
Felicidade, cenoura?... ou Gratidão?
A felicidade existe, ou é apenas a cenoura que o Homem inventou para si próprio. Se imaginar que o Homem primitivo estava em consonância com a Natureza, seria feliz? Da mesma maneira que os animais em estado natural estão/são felizes? Mas depois inventámos/descobrimos a transcendência... ser mais do que somos, existe o céu, existe outras vidas passadas, existem realidades alternativas... e por vezes todas elas parecem querer satisfazer a insatisfação congénita do ser Humano pela sua condição. Ficar à espera de outra vida, acumular bens e experiências... de todos aqueles que parecem ter chegado a um ponto semelhante à felicidade aquilo que vejo foi justamente despojar de coisas e actividades, e o foco numa única experiência... a Gratidão.
Fará sentido isto? A Gratidão, não como o "obrigado", mas como um sentimento de identificação e satisfação por o outro ou algo ser exactamente assim, o reconhecimento da sacralidade de toda a existência tal como é agora, com guerras, drogas, pestilência, morte, violência, etc. Saber que toda essa patologia é um sintoma, e que todo o sintoma tem uma função, e que toda a função é um esforço para a sobrevivência... Fará sentido?
E que significa isso para a nossa prática clínica?
Fará sentido isto? A Gratidão, não como o "obrigado", mas como um sentimento de identificação e satisfação por o outro ou algo ser exactamente assim, o reconhecimento da sacralidade de toda a existência tal como é agora, com guerras, drogas, pestilência, morte, violência, etc. Saber que toda essa patologia é um sintoma, e que todo o sintoma tem uma função, e que toda a função é um esforço para a sobrevivência... Fará sentido?
E que significa isso para a nossa prática clínica?
domingo, 4 de dezembro de 2011
Quadradinhos
Tanto tempo passa, tanta coisa a acontecer, o trabalho, a família, os objectivos, os sonhos, os tempos de lazer, os amigos, o Natal...
É engraçado como o Natal é uma época de paz, amor e fraternidade entre os homens, e é uma das alturas mais emocionalmente negativas. As tensões familiares, em que temos de tomar posição e tentar conciliar prioridades e pessoas, os filhos de pais divorciados, pensar naqueles que já não estão connosco, o pensar "será que é este ano que reconheço aos meus filhos que o Sr. Barbudo de vermelho é uma invenção da coca-cola..."
Sei que estás a começar, a caminhar, a querer construir o teu espaço, que valorizas a tua família e que já tens responsabilidades que muitos não fazem ideia... eu tenho quase 40 anos (devo estar a chegar à crise de meia idade) e apercebo-me que esta é uma luta que nunca acaba, apercebo-me que não há uma altura lá para os 33, em que entramos na vida boa, calma, etc.
Era essa a idade que eu tinha quando entrei para aqui. Tinha 7 anos de pratica profissional, em bairros, coisa de mão na massa. Aqui o trabalho era mais clínico, mas mais centrado nas famílias e menos na comunidade. Pensei "tá-se bem, agora é só ir subindo como numa escada rolante", e passado 3 anos percebi que estava a morrer, fui para a pós-graduação à procura de uma tábua de salvação... não encontrei grande coisa.
Agora olho para a minha vida e queria que ela estivesse arrumada.... 40 anos, é suposto estar confortavelmente numa casinha porreira, num trabalho "nine to five" e com consultas "on the side", com uma família alegre e feliz, e com uma barriga do ócio... Bem, a barriguinha cá está, mas o resto... Não está, pelo contrário, parece-me cada vez mais desarrumada, com cada vez menos tempo para o que é importante, a família, o amor, a saúde e o gostar de mim próprio.
Durante muito tempo vais pensando "é só ter isto arrumado para começar a viver... " anos depois olhas para trás e apercebes-te que a tua vida foi apenas isso... arrumar!
Sou um apaixonado pela paixão, mas vivo sem arriscar, vivo sem paixão, o meu percurso é "by the book", quando digo onde trabalho os outros invejam e admiram, rebelo-me por dentro, mas por fora sou um "quadradinho". Onde está a paixão na minha vida? Estou vazio!
A vida começa a meter medo. Medo de nunca chegar a ser alguém, medo de deixar a vida passar por mim porque apenas quero o confortável e seguro, medo de um dia olhar para trás e ver o que deixei cair apenas porque queria carregar "o sonhozinho de classe média!" que nos vendem desde pequenos. Mas acima de tudo, medo de ser esse o exemplo que deixo às minhas filhas.
Será que demoramos 40 para perceber o que é realmente importante na vida de cada um de nós.
E tu? Quais são os teus sonhos?
É engraçado como o Natal é uma época de paz, amor e fraternidade entre os homens, e é uma das alturas mais emocionalmente negativas. As tensões familiares, em que temos de tomar posição e tentar conciliar prioridades e pessoas, os filhos de pais divorciados, pensar naqueles que já não estão connosco, o pensar "será que é este ano que reconheço aos meus filhos que o Sr. Barbudo de vermelho é uma invenção da coca-cola..."
Sei que estás a começar, a caminhar, a querer construir o teu espaço, que valorizas a tua família e que já tens responsabilidades que muitos não fazem ideia... eu tenho quase 40 anos (devo estar a chegar à crise de meia idade) e apercebo-me que esta é uma luta que nunca acaba, apercebo-me que não há uma altura lá para os 33, em que entramos na vida boa, calma, etc.
Era essa a idade que eu tinha quando entrei para aqui. Tinha 7 anos de pratica profissional, em bairros, coisa de mão na massa. Aqui o trabalho era mais clínico, mas mais centrado nas famílias e menos na comunidade. Pensei "tá-se bem, agora é só ir subindo como numa escada rolante", e passado 3 anos percebi que estava a morrer, fui para a pós-graduação à procura de uma tábua de salvação... não encontrei grande coisa.
Agora olho para a minha vida e queria que ela estivesse arrumada.... 40 anos, é suposto estar confortavelmente numa casinha porreira, num trabalho "nine to five" e com consultas "on the side", com uma família alegre e feliz, e com uma barriga do ócio... Bem, a barriguinha cá está, mas o resto... Não está, pelo contrário, parece-me cada vez mais desarrumada, com cada vez menos tempo para o que é importante, a família, o amor, a saúde e o gostar de mim próprio.
Durante muito tempo vais pensando "é só ter isto arrumado para começar a viver... " anos depois olhas para trás e apercebes-te que a tua vida foi apenas isso... arrumar!
Sou um apaixonado pela paixão, mas vivo sem arriscar, vivo sem paixão, o meu percurso é "by the book", quando digo onde trabalho os outros invejam e admiram, rebelo-me por dentro, mas por fora sou um "quadradinho". Onde está a paixão na minha vida? Estou vazio!
A vida começa a meter medo. Medo de nunca chegar a ser alguém, medo de deixar a vida passar por mim porque apenas quero o confortável e seguro, medo de um dia olhar para trás e ver o que deixei cair apenas porque queria carregar "o sonhozinho de classe média!" que nos vendem desde pequenos. Mas acima de tudo, medo de ser esse o exemplo que deixo às minhas filhas.
Será que demoramos 40 para perceber o que é realmente importante na vida de cada um de nós.
E tu? Quais são os teus sonhos?
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
...
Há vidas muito difíceis... Vidas que doem, que são duras e crueis. Vidas que nos matam aos poucos e deixam as suas marcas.
Há vidas que são injustas, mas que podiam ser aliviadas. Há vidas que se esforçam para ser boas mas são sempre más.
Há vidas que não mereciam ser vividas...
Hoje a minha vida é isto...
Quem me dera ser transparente.
Há vidas que são injustas, mas que podiam ser aliviadas. Há vidas que se esforçam para ser boas mas são sempre más.
Há vidas que não mereciam ser vividas...
Hoje a minha vida é isto...
Quem me dera ser transparente.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Ser psicoterapeuta
Ainda estou a aprender. Na verdade estou muito no início mas gosto.
Experimentei contigo a meu lado, para me apoires nas quedas. Sabes que foi um processo doloroso, que custou sair do casulo, que me questionei, pus em causa, abalei certezas...
Agora é diferente. Aqui as pessoas querem-me ver. Vêm porque querem ser ajudadas, querem falar e ser ouvidas, querem a minha opinião... e ainda pagam por isso. Fantástico não é?
Pois não. Agora sim tenho medo de começar.
Primeiro porque é tudo diferente. Ser psicoterapeuta dinâmico não é igual a ser sistémico. Mas também não é diferente. É outra coisa. Trabalhar entre a realidade e a fantasia do cliente é agressivo, porque custa perceber as fronteiras, basta um passo em falso para estares do outro lado, porque tudo parece subjectivo mas não é. Ai mãezinha... E se não for capaz?
Mas ser psicoterapeuta dinâmico é também trabalhar com recursos, com pessoas, com contextos de vida... é ser humilde, trabalhar com e para. No fundo o objectivo é o mesmo mas o caminho é diferente.
(e agora tive que interrromper a escrita e já não me lembro nem sei o que escrever).
Experimentei contigo a meu lado, para me apoires nas quedas. Sabes que foi um processo doloroso, que custou sair do casulo, que me questionei, pus em causa, abalei certezas...
Agora é diferente. Aqui as pessoas querem-me ver. Vêm porque querem ser ajudadas, querem falar e ser ouvidas, querem a minha opinião... e ainda pagam por isso. Fantástico não é?
Pois não. Agora sim tenho medo de começar.
Primeiro porque é tudo diferente. Ser psicoterapeuta dinâmico não é igual a ser sistémico. Mas também não é diferente. É outra coisa. Trabalhar entre a realidade e a fantasia do cliente é agressivo, porque custa perceber as fronteiras, basta um passo em falso para estares do outro lado, porque tudo parece subjectivo mas não é. Ai mãezinha... E se não for capaz?
Mas ser psicoterapeuta dinâmico é também trabalhar com recursos, com pessoas, com contextos de vida... é ser humilde, trabalhar com e para. No fundo o objectivo é o mesmo mas o caminho é diferente.
(e agora tive que interrromper a escrita e já não me lembro nem sei o que escrever).
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
O ciclo repete-se
Eis o que a minha nova orientadora me disse por mail:
"força com o trabalho...n se preocupe tt , nem se leve tão a sério, é preciso sabermos descentrarnos p ver as coisas com serenidade."
Lembrei-me logo das nossas conversas. Parece que o ciclo se vai renovar e o caminho pessoal continua o seu percurso.
"força com o trabalho...n se preocupe tt , nem se leve tão a sério, é preciso sabermos descentrarnos p ver as coisas com serenidade."
Lembrei-me logo das nossas conversas. Parece que o ciclo se vai renovar e o caminho pessoal continua o seu percurso.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
o 1º dia
Foi hoje!!!
Nervos, muitos nervos. Mas a ansiedade inicial foi rapidamente ultrapassada pelo óptimo acolhimento da minha colega.
O dia correu (como hei-de dizer) de forma calma!
Habituada a um serviço com famílias sempre a entrar e sair, deparo-me agora com uma pasmaceira, um tédio... bem o telefone tocou uma vez iupiii!! Nunca imaginei ficar feliz com um toque de telefone.
Mas tenho a dizer que pus a minha leitura das revistas cor-de-rosa em dia...
Lado positivo? Tive tempo de me ambientar ao espaço.
Nervos, muitos nervos. Mas a ansiedade inicial foi rapidamente ultrapassada pelo óptimo acolhimento da minha colega.
O dia correu (como hei-de dizer) de forma calma!
Habituada a um serviço com famílias sempre a entrar e sair, deparo-me agora com uma pasmaceira, um tédio... bem o telefone tocou uma vez iupiii!! Nunca imaginei ficar feliz com um toque de telefone.
Mas tenho a dizer que pus a minha leitura das revistas cor-de-rosa em dia...
Lado positivo? Tive tempo de me ambientar ao espaço.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Decisões (e arrependimentos)
A vida muda, as circunstâncias mudas, as pessoas mudam e eu mudei...
Talvez preciso de ser constantemente elogiada, talvez esteja só confusa... talvez não esteja a pensar só em mim mas num nós, das pessoas que me rodeiam e que tanto lhes interessa onde é o estágio, como a mim me interessa a restauração de móveis.
A verdade é que, talvez a primeira vez na vida em que analisei prós e contras e tomei uma decisão não impulsiva, me vai sair caro.
Ou talvez me vá atirar de cabeça e dar o melhor de mim... só espero que seja suficiente.
Quando, no nosso plano de análise não está só o microssistema mas todo um diagrama de sistemas, temos duas decisões: ou lutamos contra tudo e todos e tanto sucessos como derrotas são só nossos, ou fazemos como a maioria sugere e fica tudo mais feliz (menos nós).
Hoje é assim que me sinto, em consonância com a maioria mas mais insegura do que o habitual.
E pensando bem, vou ter mais tempo para mim, para as minhas coisas (leia-se namorado e família), para os outros que de mim precisam... e nos dias em que levar pancada, me apetecer chorar, arrepender-me da minha escolha, meto-me no carro e em 5 minutos estou de volta ao meu habitat, de onde não me apetece sair.
Eu mudei, a menina impulsiva que fui já não sou, a menina confiante que fui já não sou, a menina destemida que fui já não sou... até a minha identidade de menina me querem tirar...
Talvez preciso de ser constantemente elogiada, talvez esteja só confusa... talvez não esteja a pensar só em mim mas num nós, das pessoas que me rodeiam e que tanto lhes interessa onde é o estágio, como a mim me interessa a restauração de móveis.
A verdade é que, talvez a primeira vez na vida em que analisei prós e contras e tomei uma decisão não impulsiva, me vai sair caro.
Ou talvez me vá atirar de cabeça e dar o melhor de mim... só espero que seja suficiente.
Quando, no nosso plano de análise não está só o microssistema mas todo um diagrama de sistemas, temos duas decisões: ou lutamos contra tudo e todos e tanto sucessos como derrotas são só nossos, ou fazemos como a maioria sugere e fica tudo mais feliz (menos nós).
Hoje é assim que me sinto, em consonância com a maioria mas mais insegura do que o habitual.
E pensando bem, vou ter mais tempo para mim, para as minhas coisas (leia-se namorado e família), para os outros que de mim precisam... e nos dias em que levar pancada, me apetecer chorar, arrepender-me da minha escolha, meto-me no carro e em 5 minutos estou de volta ao meu habitat, de onde não me apetece sair.
Eu mudei, a menina impulsiva que fui já não sou, a menina confiante que fui já não sou, a menina destemida que fui já não sou... até a minha identidade de menina me querem tirar...
sábado, 15 de outubro de 2011
Luz
Realmente isto de estar desocupada é novo para mim... E como não sei lidar com isto de "não-ter-nada-que-fazer", cá me vou entretendo com a política do dia-a-dia.
Entretanto surgiu uma proposta de estágio que me animou e que depois me desanimou (e ainda desanima)... Só espero não ser escolhida (OMG estou mesmo a dizer isto!!!). A verdade é que não quero ser eu a desistir mas sim a serem eles que desistam de mim pois assim não ficarei com remorsos se não encontrar mais nada.
Hoje surgiu outra ideia, muito linda só por si: estágio PAGO mesmo na área que eu quero... Estou desejosa que me escolham... "Oh senhores, olhem eu aqui com o dedinho no ar". Sou TÃO linda e TÃO competente. Só perdem se não me escolherem, é um aviso.
Só espero que, com os tempos que se aproximam, de aperto e corte, eu não acabe o ano assim:
Porque a minha luz não se apaga. Nem que seja a luz que os meus olhos reflectem, quando penso em ser psicóloga.
Entretanto surgiu uma proposta de estágio que me animou e que depois me desanimou (e ainda desanima)... Só espero não ser escolhida (OMG estou mesmo a dizer isto!!!). A verdade é que não quero ser eu a desistir mas sim a serem eles que desistam de mim pois assim não ficarei com remorsos se não encontrar mais nada.
Hoje surgiu outra ideia, muito linda só por si: estágio PAGO mesmo na área que eu quero... Estou desejosa que me escolham... "Oh senhores, olhem eu aqui com o dedinho no ar". Sou TÃO linda e TÃO competente. Só perdem se não me escolherem, é um aviso.
Só espero que, com os tempos que se aproximam, de aperto e corte, eu não acabe o ano assim:
Porque a minha luz não se apaga. Nem que seja a luz que os meus olhos reflectem, quando penso em ser psicóloga.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Imagem que inspiram #1

(A propósito do que aprendi ontem)
Há pessoas que não se lembram do que eu disse no seminário.... mas lembram-se nitidamente da imagem que escolhi.
Sobre o dia de ontem...

... tinha saudades de estar ocupada. E com boa companhia.
... aprendi que gosto mesmo do Daniel Sampaio. Ui que assertividade!
... soube que há colegas ainda mais desesperados que eu à procura de estágio.
... vi uma luz ao fundo do túnel com uma chamada que recebi (novidades ficam para depois).
... percebi como me fazem falta as gargalhadas com as amigas. E o falar mal da roupa dos outros.
... (a propósito de roupa) os psicólogos investem muito na sua imagem. São uma classe fashion até dizer chega. Gostei de quase todos os looks.
... fiquei desiludida com a aparência e a voz da Madalena Alarcão. Medoooo. E eu que li os livros dela=).
... descobri que as pessoas realmente importantes (pelo menos na nossa área) passam despercebidas na multidão.
... E reforcei a ideia que gosto da tua companhia e mesmo que nunca venha a exercer já valeu a pena ter tirado o curso.
sábado, 24 de setembro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
o novo ciclo
é verdade... o ciclo renovou-se. mas renovou-se de forma diferente.
o ciclo tornou-se num novo ciclo. um novo caminho, uma nova etapa. e os desafios que eu achava que estava preparada para enfrentar, têm sido mais difíceis de suportar do que outrora.
os sentimentos de vazio e incerteza que me têm preenchido nestes dias, são camuflados por um amor a esta profissão, que me faz acreditar que um dia vou conseguir.
porque nunca permiti que acabassem com os meus sonhos e alcançarei esta meta mais uma vez, ainda que o caminho seja difícil.
é como a borboleta, que ao sair do casulo tem a oportunidade de ser livre, de ver o mundo de outra forma, lá do alto. mas alguém alguma vez perguntou à borboleta se gostava do que via? ou se preferia viver no casulo?
o medo da liberdade que tanto quis obter, faz-me culpar todos os que não contribuem para a minha certeza de querer voar mais alto.
o ciclo tornou-se num novo ciclo. um novo caminho, uma nova etapa. e os desafios que eu achava que estava preparada para enfrentar, têm sido mais difíceis de suportar do que outrora.
os sentimentos de vazio e incerteza que me têm preenchido nestes dias, são camuflados por um amor a esta profissão, que me faz acreditar que um dia vou conseguir.
porque nunca permiti que acabassem com os meus sonhos e alcançarei esta meta mais uma vez, ainda que o caminho seja difícil.
é como a borboleta, que ao sair do casulo tem a oportunidade de ser livre, de ver o mundo de outra forma, lá do alto. mas alguém alguma vez perguntou à borboleta se gostava do que via? ou se preferia viver no casulo?
o medo da liberdade que tanto quis obter, faz-me culpar todos os que não contribuem para a minha certeza de querer voar mais alto.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
E pronto... já esta!
E pronto...
Já está, um ciclo que se renova, uma pessoa que vai, que sai daqui transformada, noutra, quase irreconhecível, e que deixa um legado, uma impressão digital, única de si. Há também alguém que fica, mudado, surpreso, frágil, calejado, porque há dores que não gostamos de repetir. Esta é uma delas.
Não é a primeira vez que faço isto, ou que isto me acontece, acho que me entrego muito às pessoas, e por isso doi quando elas têm de ir, e o que eu tenho aprendido nesta vida, é que elas vão sempre, não vale a pena tentar mantê-las por aqui... elas vão sempre, maridos, mulheres, filhos, família, amigos, colegas, amantes... todos vão, porque cada um de nós tem um caminho indivisível, único, só nosso, e nesse caminho estamos só nós e o Universo. Ao mesmo tempo as nossas sensações, reacções, pensamentos, desejos, dores e alegrias são tão iguais, que estamos juntos não no que fazemos, mas no que sentimos... sim, aí as pessoas não vão, porque há memória, porque me lembro de quando segurei a tua mão e te pedi desculpa, e sei como foi magoar-te. Porque sei como foi segurar-te quando ficaste insegura, e como foi abanar-te quando começaste a desviar...
Aprendi muito contigo, mas principalmente através de ti sobre mim, as minhas inseguranças, os meus medos, as minhas forças, o meu lugar, etc... Uma coisa que é uma grande ironia, foi eu ter feito missão de acabar com as tuas grandes certezas... e ter acabado por ter perdido algumas das minhas certezas... e incertezas também.
Vou guardar enquanto conseguir o olhar com que me viste este anos, através dos teus olhos vi a minha própria essência pulsante, viva, estranha, diferente dos outros, dispersa, pensativa, reflexiva, intensa, apaixonada... e foi bonito ver-me assim. É bonito ver-me assim. Escolho agora ver-me assim... agora e enquanto eu puder.
Parabens
Excedeste as minhas expectativas...
Estou honrado por o Universo me ter concedido esta oportunidade de ver uma borboleta nascer!
... já está!
Bless
quarta-feira, 13 de julho de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Falta de Tempo
Toda a minha pequiníssima vida (ou pelo menos desde que me lembro) que as pessoas me dizem que tenho falta de tempo. E reclamam, reclamam, reclamam e às vezes nem sabem bem porquê.
Eu não acho que tenha falta de tempo... Nem sou assim tão ocupada. Sou é enérgica e faço tudo com paixão o que dá a ideia aos outros de que ando sempre a correr. Mas é mentira!
Bem mas o que me apetece escrever hoje é sobre ausência, ou seja, aquilo que eu acho que os outros sentem quando dizem que eu não tenho tempo.
Sinceramente, quando tento definir ausência penso que é indefinível porque a ausência é o nada, é a falta de alguma coisa ou alguém e por isso não há nada para definir.
Eu sempre suportei bem a ausência e inclusivé nunca tinha sentido ausência porque ocupo sempre esse buraco que abre com qualquer outra coisa.
Acontece que neste momento a minha vida está a atingir um patamar onde o buraco está a ficar tão grande que eu já não sei como preencher.
Como disseste num outro post, o ciclo não termina mas renova-se... A verdade é que tenho muito medo dessa renovação. Tenho medo de não saber o que ai vem... E não gosto nada de surpresas que não controlo.
No próximo ciclo tudo se vai... Todas as ocupações desaparecem e ficam apenas as pessoas (importantes é certo) que já não vão ter motivo para dizer que eu não tenho tempo... Cheira-me que nos próximos tempos vou até ter tempo demais.
Eu não acho que tenha falta de tempo... Nem sou assim tão ocupada. Sou é enérgica e faço tudo com paixão o que dá a ideia aos outros de que ando sempre a correr. Mas é mentira!
Bem mas o que me apetece escrever hoje é sobre ausência, ou seja, aquilo que eu acho que os outros sentem quando dizem que eu não tenho tempo.
Sinceramente, quando tento definir ausência penso que é indefinível porque a ausência é o nada, é a falta de alguma coisa ou alguém e por isso não há nada para definir.
Eu sempre suportei bem a ausência e inclusivé nunca tinha sentido ausência porque ocupo sempre esse buraco que abre com qualquer outra coisa.
Acontece que neste momento a minha vida está a atingir um patamar onde o buraco está a ficar tão grande que eu já não sei como preencher.
Como disseste num outro post, o ciclo não termina mas renova-se... A verdade é que tenho muito medo dessa renovação. Tenho medo de não saber o que ai vem... E não gosto nada de surpresas que não controlo.
No próximo ciclo tudo se vai... Todas as ocupações desaparecem e ficam apenas as pessoas (importantes é certo) que já não vão ter motivo para dizer que eu não tenho tempo... Cheira-me que nos próximos tempos vou até ter tempo demais.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
perguntas bem...
Hoje estive a pensar no teu "defeito": fazes demasiadas perguntas!!
Na verdade não sei bem se é defeito (e por isso está entre aspas)... ou se é hábito! Passas o dia a ouvir falar dos outros e a perguntar que acabas por resvalar para todas as situações. E também porque nada em ti é simples e linear.. todo tu é a sistémica e por isso tentas encontrar razoes e explicações e depois perguntas as razoes das razoes e explicações para as explicações.
Pensas demais sabias? E nem sempre todas as pessoas estão dispostas a pensar. Eu gosto de te ouvir pensar, gosto de aprender contigo... mas eu gosto de ti! Es o meu mestre que eu admiro e por isso quando pensas e partilhas isso comigo é bom de ouvir..
Mas outra coisa que me lembrei hoje é o porquê de fazeres tantas perguntas... Procuras mesmo respostas? Ou estás a fazer reflexo de ti? Gostavas que te perguntassem as coisas? Desiludes-te quando alguém não tenta ir mais fundo e compreender melhor? Com as informações que recolhes conheces melhor os outros? Ou tens apenas uma imagem mais nitida daquilo que os outros pensam que são?
Eu gosto mais de ouvir... Até porque um psicólogo não faz perguntas=).
Na verdade não sei bem se é defeito (e por isso está entre aspas)... ou se é hábito! Passas o dia a ouvir falar dos outros e a perguntar que acabas por resvalar para todas as situações. E também porque nada em ti é simples e linear.. todo tu é a sistémica e por isso tentas encontrar razoes e explicações e depois perguntas as razoes das razoes e explicações para as explicações.
Pensas demais sabias? E nem sempre todas as pessoas estão dispostas a pensar. Eu gosto de te ouvir pensar, gosto de aprender contigo... mas eu gosto de ti! Es o meu mestre que eu admiro e por isso quando pensas e partilhas isso comigo é bom de ouvir..
Mas outra coisa que me lembrei hoje é o porquê de fazeres tantas perguntas... Procuras mesmo respostas? Ou estás a fazer reflexo de ti? Gostavas que te perguntassem as coisas? Desiludes-te quando alguém não tenta ir mais fundo e compreender melhor? Com as informações que recolhes conheces melhor os outros? Ou tens apenas uma imagem mais nitida daquilo que os outros pensam que são?
Eu gosto mais de ouvir... Até porque um psicólogo não faz perguntas=).
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Só me dá vontade de escrever nos dias em que me sinto nos extremos dos sentimentos... Talvez porque escrever se tenha tornado uma catarse, talvez porque posso dizer o que apetece e pensar no que me apetece, talvez porque é uma forma socialmente correcta de trazer para fora os sentimentos.... ou talvez porque é nestes dias que a minha homeostase está em perigo e eu me sinto à beira do descontrolo.
Hoje estou assim... E tenho vontade de dizer algumas coisas a algumas pessoas e não sou capaz.
Mas gostava mesmo de ter coragem, ser como era antes... afinal não tenho nada a perder porque tudo o que consegui foi com o meu esforço e é meu por mérito. Aliás muitas dessas pessoas deviam ter coragem de aprender com os outros.
Se há coisa que a maturidade, o curso e o meu estágio me ensinaram foi a ser flexível, a compreender os outros e, quando não compreendo, a não julgar.. Há mundos tão diferentes do meu que tenho como dever sair do meu pedestal e colocar-me lado a lado...
Por isso, a todos aqueles que hoje deveriam ouvir umas verdades fica aqui um exercício engraçado: coloque-se frente ao espelho, reparem bem na figura que vem, identifiquem pontos fracos e depois entretanham-se a corrigí-los e não lixem a vida dos outros ok?
Hoje estou assim... E tenho vontade de dizer algumas coisas a algumas pessoas e não sou capaz.
Mas gostava mesmo de ter coragem, ser como era antes... afinal não tenho nada a perder porque tudo o que consegui foi com o meu esforço e é meu por mérito. Aliás muitas dessas pessoas deviam ter coragem de aprender com os outros.
Se há coisa que a maturidade, o curso e o meu estágio me ensinaram foi a ser flexível, a compreender os outros e, quando não compreendo, a não julgar.. Há mundos tão diferentes do meu que tenho como dever sair do meu pedestal e colocar-me lado a lado...
Por isso, a todos aqueles que hoje deveriam ouvir umas verdades fica aqui um exercício engraçado: coloque-se frente ao espelho, reparem bem na figura que vem, identifiquem pontos fracos e depois entretanham-se a corrigí-los e não lixem a vida dos outros ok?
terça-feira, 10 de maio de 2011
O fim das coisas
Por vezes damos mais atenção ao que está a acabar do que áquilo que está a começar. No fundo é natural no ser humano isso acontecer, há uma altura em que estamos naturalmente predispostos para o começo das coisas, porque afinal não temos ainda a habilidade da fala, amigos, coisas nossas, pensamentos próprios, etc. Mas depois à medida que vamos criando todas essas coisas, vamo-nos agarrando a elas, e esquecendo que temos dentro de nós a capacidade de criar infinitamente.Há anos atrás, desenvolvi um programa de promoção de competências pessoais e sociais, chamado arkhipélago, quando saí da Associação onde estava, nem pensei em trazê-lo comigo, sempre achei que se o tinha feito uma vez, que o poderia fazer de novo. Hoje já não penso bem assim, esse trabalho não o farei novamente, não porque não o consiga fazer, mas porque estou noutra onda, com outras vontades (o que me leva a pensar na disseminação como parte essencial do processo criativo, mas isso é outro post).
Mas agora, agora, estou agarrado ao acabar, só vejo as coisas à minha volta a mudar, e eu concentrado no fim e não no princípio das coisas. Vejo o fim de meses de estágio, vejo o fim da pós-graduação, vejo o fim de vidas importantes para mim, vejo o fim da inocência da minha filha quando não sabia ainda o que era a morte e sentir falta de algo, vejo o fim da minha vida financeira áurea... enfim, só vejo fins à minha volta.
Talvez que eu seja como uma minhoca cuja vida chega ao fim, e possa talvez transformar-me numa borboleta, talvez seja isto que sente a minhoca quando chega ao fim, terá medo, tristeza ou alegria pela nova fase?
E eles, quando chegam até nós? Vêem para o fim, vêem pedir apoio porque para eles é o fim, não conseguem fazê-lo sozinhos, comida, roupa, educação, saúde, etc... Cabe-nos a nós transformar esse fim, no início de algo belo, dizer-lhes que não se trata de um fim, mas de um ciclo que se renova, e que ésta continua a ser a sua vida, o seu propósito, que não está em espera, nem em stand by, que é ela que continua sempre e eternamente vida...
...porque enquanto há vida, há esperança
quarta-feira, 4 de maio de 2011
deambulando
Esta sensação de embriagada que me tem conduzido nestes dias já me está a chatear.
Juro que tentei e os meus esforços são vistos nos pequenos rasgos de alegria, principalmente de manhã. Mas passado pouco tempo volto para um estado de semi-consciência, onde tudo é cinzento, cheira a indefinição e sabe a incerteza.
Atribuo este estado de alma ao cansanço que tenho, extremo e exagerado. É normal em mim dar tudo por tudo e cair rapidamente em exaustão, o que me faz pecar por falta de vontade.
Elevo as expectativas dos outros em relação a mim, sinto-me elogiada e reconhecida, elevo as minhas expectativas, canso-me, sinto que não dou o melhor que sei e tenho, desiludo-me e a partir dai é uma espiral até ao fundo, onde só há sono e choro.
Escrevo sobre isto porque sinto que estou perto desse fundo. No ano passado bati mesmo lá em baixo e, como não quero isso este ano decisivo para mim, arranjo estratégias que me despertem. Preciso de ateñção dos outros mas não me apetece falar, preciso de ver trabalho realizado mas não me apetece trabalhar...
É oficial que este estado de semi-coma me conduz à loucura.
Que chegue rapidamente o Verão e os dias felizes.
Juro que tentei e os meus esforços são vistos nos pequenos rasgos de alegria, principalmente de manhã. Mas passado pouco tempo volto para um estado de semi-consciência, onde tudo é cinzento, cheira a indefinição e sabe a incerteza.
Atribuo este estado de alma ao cansanço que tenho, extremo e exagerado. É normal em mim dar tudo por tudo e cair rapidamente em exaustão, o que me faz pecar por falta de vontade.
Elevo as expectativas dos outros em relação a mim, sinto-me elogiada e reconhecida, elevo as minhas expectativas, canso-me, sinto que não dou o melhor que sei e tenho, desiludo-me e a partir dai é uma espiral até ao fundo, onde só há sono e choro.
Escrevo sobre isto porque sinto que estou perto desse fundo. No ano passado bati mesmo lá em baixo e, como não quero isso este ano decisivo para mim, arranjo estratégias que me despertem. Preciso de ateñção dos outros mas não me apetece falar, preciso de ver trabalho realizado mas não me apetece trabalhar...
É oficial que este estado de semi-coma me conduz à loucura.
Que chegue rapidamente o Verão e os dias felizes.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Enquanto mais escrevo mais percebo como as palavras se afastam das emoções.
E se são as palavras que criam a realidade e também nos trazem os obstáculos.
A mim chegou-me uma palavra para me deitar abaixo: NÃO!
As expectativas que criei, embora não me tenha aperecebido até ontem, sustentaram uma falsa certeza, aparentemente forte mas fraca. A consciência de que me iludi e que caminhei iluminada por uma luz que não existe... Mais do que doer, é pesado. E custa tanto transportar esta dor que partilhei com outros. Se aliviou? nem por isso. As palavras que me diziam para me consolar só me lembravam a ilusão que provocam.
Palavras que me irritam, me fazem chorar, me conduzem mas me traiem...
Estou zangada com as palavras... por isso escrevo para me vingar de vocês.
E se são as palavras que criam a realidade e também nos trazem os obstáculos.
A mim chegou-me uma palavra para me deitar abaixo: NÃO!
As expectativas que criei, embora não me tenha aperecebido até ontem, sustentaram uma falsa certeza, aparentemente forte mas fraca. A consciência de que me iludi e que caminhei iluminada por uma luz que não existe... Mais do que doer, é pesado. E custa tanto transportar esta dor que partilhei com outros. Se aliviou? nem por isso. As palavras que me diziam para me consolar só me lembravam a ilusão que provocam.
Palavras que me irritam, me fazem chorar, me conduzem mas me traiem...
Estou zangada com as palavras... por isso escrevo para me vingar de vocês.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
A resposta
Quando as palavras são poucas para dizer o que sentimos e mesmo quando o que sentimos não pode ser transmitido em palavras... Fico com a sensação que estou a sufocar. Preciso de te dizer o quão és importante na minha formação mas não consigo, não sei explicar, é novo para mim.
Talvez a imaturidade me faça pecar por defeito, por não dar importância às coisas pequenas. Quero ter sempre emoções fortes, reações, paixões... mas o dia-a-dia não é assim.. e chego à noite cansada, adormeço no sofá sem saber porquê. Agora sinto que isto exige muito de mim. Uma exigência que eu quero sentir, quero entregar-me... mas acordo, levanto o meu corpo e a minha cabeça fica a dormir. Deambulo pela rua, pelos transportes sem ver ninguém. Até já perdi a vontade de andar de autocarro, de ver o novo, de conhecer...
E depois o meu mestre diz que se transforma em aluno, e eu sinto-me especial, melhor mas incapaz de suportar tamanha responsabilidade.
E no meio da correria e do calor dos dias, tenho frio e preciso de me agasalhar.
Talvez a imaturidade me faça pecar por defeito, por não dar importância às coisas pequenas. Quero ter sempre emoções fortes, reações, paixões... mas o dia-a-dia não é assim.. e chego à noite cansada, adormeço no sofá sem saber porquê. Agora sinto que isto exige muito de mim. Uma exigência que eu quero sentir, quero entregar-me... mas acordo, levanto o meu corpo e a minha cabeça fica a dormir. Deambulo pela rua, pelos transportes sem ver ninguém. Até já perdi a vontade de andar de autocarro, de ver o novo, de conhecer...
E depois o meu mestre diz que se transforma em aluno, e eu sinto-me especial, melhor mas incapaz de suportar tamanha responsabilidade.
E no meio da correria e do calor dos dias, tenho frio e preciso de me agasalhar.
quarta-feira, 30 de março de 2011
o meu erro...
Não sei como escrever isto... e apercebo-me do meu erro. Quero tudo perfeito. Quero que as minhas palavras mudem o mundo de quem as lê. Não suporto a ideia de ser mais uma coisa neste mundo que não adiciona nada ao aqui e agora. Quando era pequeno e me perguntavam o que queria ser, eu dizia que não tinha a certeza do que queria ser, mas sabia que não queria apenas ser mais um. Queria fazer a diferença. Algures na minha vida comecei a confundir diferença com perfeição...
Eu queria ser o pai perfeito, o marido perfeito, o filho perfeito, o irmão perfeito, o africano perfeito, o colega perfeito, o homem perfeito, o amigo perfeito, o músico perfeito, o psicólogo perfeito, o técnico perfeito, o trabalhador perfeito, o aluno perfeito, o etc perfeito...
Mas não sou nada disso... estou tão longe de ser perfeito... no outro dia comentava com amigos como a tapeçaria Arabe deixa sempre um ponto imperfeito, porque só Deus é perfeito... afinal estou tão longe de Deus
Parvoíce... que grande m****, p*** do ca*****, nem sequer me autorizo a dizer asneiras... Sou um anal retentivo, um ma***** de me*** que tem de se libertar e viver a vida como deve ser vivida!
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Estive a pensar... quero dizer mais, mas estou seco. Olho para a minha vida e vejo drama... telenovela,... as coisas podem ser mais simples. As coisas têm de ser mais simples. Não quero mais ser perfeito. Quero ser apenas eu.
terça-feira, 29 de março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
e respostas não?
Uma amiga minha, no seu blog, escreveu um dia sobre as pessoas que frequentam blogs e não comentam. Na altura pensei que era parvo pedir a alguém que comentasse o nosso blog. Achava eu que só o facto de alguém ler o que escrevemos é muito bom.
Agora não acho isso. Acho que todos temos o direito de saber que a nossa escrita não é indiferente. E que pelo menos uma pessoa possa concordar ou discordar daquilo que escrevemos.
E vivo neste paradoxo de estar a escrever para milhões de pessoas em todo o mundo através de um blog e, ao mesmo tempo, ter a sensação que estou a falar (escrever) sozinha.
Agora não acho isso. Acho que todos temos o direito de saber que a nossa escrita não é indiferente. E que pelo menos uma pessoa possa concordar ou discordar daquilo que escrevemos.
E vivo neste paradoxo de estar a escrever para milhões de pessoas em todo o mundo através de um blog e, ao mesmo tempo, ter a sensação que estou a falar (escrever) sozinha.
segunda-feira, 14 de março de 2011
sem graça
Hoje é dia de escrever...E enquanto vou pensando no que escrever (sim eu sei que combinamos que nao ia pensar) vou começar a escrever.
Hoje neste dia em que não chove nem faz sol, em que estive toda a manha em frente ao pc a escrever uma coisa que nem sei se valeu a pena porque nem sei se a vou usar.
Amanha é greve e isso sim é preocupante para mim que não sei como viver sem transportes. E lá vou eu nesta aventura de ir para Lisboa ne autocarro, ver o que nunca vi ou que nunca reparei que ali estava. Gosto mais de ver as pessoas que as coisas e por isso nunca decoro os caminhos porque as pessoas já não estão lá.
(E aqui estou eu a olhar para o tecto a pensar sobre que escrever).
Podia escrever sobre a política mas estou tão descrente que não me sai nada. Nem a manifestação teve algum impacto a não ser alguns cartazes que vi e que me fizeram rir (eu não fui à manif).
Religião também é um assunto que gosot pouco de falar sozinha. Só gosto de defender o meu ponto de vista perante alguém.
Ambiente sou péssima. Não reciclo, não poupo água nem energia, só não deito papéis para o chão.
Moda nem pensar. Visto a mesma roupa desde os 13 anos o que se nota bastante porque alguma está muito curta.
Dinheiro não é problema. Além de ter pouco, chega perfeitamente para mim. Não tenho maneira de me preocupar com taxas, bolsas, spreads.
E pronto. Hoje tou assim, vazia. E assim não tem graça nenhuma escrever.
Hoje neste dia em que não chove nem faz sol, em que estive toda a manha em frente ao pc a escrever uma coisa que nem sei se valeu a pena porque nem sei se a vou usar.
Amanha é greve e isso sim é preocupante para mim que não sei como viver sem transportes. E lá vou eu nesta aventura de ir para Lisboa ne autocarro, ver o que nunca vi ou que nunca reparei que ali estava. Gosto mais de ver as pessoas que as coisas e por isso nunca decoro os caminhos porque as pessoas já não estão lá.
(E aqui estou eu a olhar para o tecto a pensar sobre que escrever).
Podia escrever sobre a política mas estou tão descrente que não me sai nada. Nem a manifestação teve algum impacto a não ser alguns cartazes que vi e que me fizeram rir (eu não fui à manif).
Religião também é um assunto que gosot pouco de falar sozinha. Só gosto de defender o meu ponto de vista perante alguém.
Ambiente sou péssima. Não reciclo, não poupo água nem energia, só não deito papéis para o chão.
Moda nem pensar. Visto a mesma roupa desde os 13 anos o que se nota bastante porque alguma está muito curta.
Dinheiro não é problema. Além de ter pouco, chega perfeitamente para mim. Não tenho maneira de me preocupar com taxas, bolsas, spreads.
E pronto. Hoje tou assim, vazia. E assim não tem graça nenhuma escrever.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Tentei ignorar, não dizer nada nem sequer pensar... Para dizer a verdade só me lembrei mesmo no fim do dia. E sabes como eu fico quando penso nisto. Dói. Dói muito. É daquelas dores que ficam e doem sempre, mesmo quando te esqueces delas.
É verdade que não queria pensar sobre isto. Mas hoje estou zangada e quando estou zangada gosto de saber que tenho razão. E neste assunto tenho toda a razão.
Já fiquei triste, revoltada, indiferente. Mas agora estou zangada.
Porque te esqueces-te de mim, de olhar para trás. Porque o fim de um ciclo é o início de outro, e neste caso mais duro e cruel.
Porque aqui tudo é diferente, tudo mudou e não é o mesmo sem ti.
Estou zangada contigo e com ele. Porque vocês são iguais. Fizeram-me amar-vos (ainda que de maneira diferente) e depois trairam-me. E quando a voz me falta para vos dizer o que sinto fico zangada.
Zangada comigo também. Porque sinto que falhei, queira que fosse diferente.
E que me importa acabar o dia a chorar se por momentos consigo esquecer-te?
Aqui, de onde partiste sem avisar, há dor a mais, saudade a mais por teres partido sem te despedires.
Há 9 anso findou-se o teu caminho e eu não sei se te hei-de parabenizar ou chorar pelo meu triste destino.
É verdade que não queria pensar sobre isto. Mas hoje estou zangada e quando estou zangada gosto de saber que tenho razão. E neste assunto tenho toda a razão.
Já fiquei triste, revoltada, indiferente. Mas agora estou zangada.
Porque te esqueces-te de mim, de olhar para trás. Porque o fim de um ciclo é o início de outro, e neste caso mais duro e cruel.
Porque aqui tudo é diferente, tudo mudou e não é o mesmo sem ti.
Estou zangada contigo e com ele. Porque vocês são iguais. Fizeram-me amar-vos (ainda que de maneira diferente) e depois trairam-me. E quando a voz me falta para vos dizer o que sinto fico zangada.
Zangada comigo também. Porque sinto que falhei, queira que fosse diferente.
E que me importa acabar o dia a chorar se por momentos consigo esquecer-te?
Aqui, de onde partiste sem avisar, há dor a mais, saudade a mais por teres partido sem te despedires.
Há 9 anso findou-se o teu caminho e eu não sei se te hei-de parabenizar ou chorar pelo meu triste destino.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Hoje deu-me para escrever.
Porquê? Porque estou feliz... porque vou de mini-férias, porque recebi um elogio e porque aprendi uma grande lição:
As pessoas pelas quais não damos nada, surpreendem-nos sempre pela positiva. Aquelas por quem damos tudo mostram-nos o caminho para olharmos para aqueles de que duvidados.
E assim se vai construindo uma tese de mestrado.
Porquê? Porque estou feliz... porque vou de mini-férias, porque recebi um elogio e porque aprendi uma grande lição:
As pessoas pelas quais não damos nada, surpreendem-nos sempre pela positiva. Aquelas por quem damos tudo mostram-nos o caminho para olharmos para aqueles de que duvidados.
E assim se vai construindo uma tese de mestrado.
o que mudou
Desde Setembro que embarquei nesta aventura.
No início eu achei que era o Titanic.. lindo que só ele mas que ia afundar.
Com o tempo transformou-se num iate onde era tudo fantástico. Nos tempos difíceis foi um barquinho de pescadores que dá muito trabalho e às vezes não se apanha nada. E assim ia eu navegando.
Agora é diferente. Já não vou ao sabor do vento. Sei o que tenho que fazer e que as coisas só são feitas se eu as fizer. Agora é uma bicicleta que precisa de impulso para andar e só nas descidas desliza só com equilíbrio.
Já não me sinto na corda bamba. Não acho que vou cair.
Agora sou mais consciente, mais capaz e mais forte.
Mas tudo isto se faz pelo menos em par.
Antes eu achava que as pessoas tinham o mesmo amor que eu. E que era com prazer (será?) que vinham "conversar" com a doutora.
Agora eu sei que não é assim. Que nós somos uns bichos maus que tiram meninos aos pais e que só servimos para dar subsídios. E quando me apercebi que a minha esperança só via em mim cifrões...
Por isso antes ficava magoada quando faltavam aos atendimentos. Agora estou resignada. Penso que é normal, que é do próprio sistema ser assim...
Mas olho para mim e sei que não sou de me resignar. Basta! Dou o murro na mesa. Não podemos continuar a ser iguais e a agir da mesma forma.
Uma vez perguntaram-me porque é que eu não dava as soluções aos problemas das pessoas. Mas eu não tenho soluções- Respondi. Ai não?! Então serves para quê? (Pausa). Bem na verdade eu sirvo para fazer diferente. Para ajudar a descobrir as soluções e não para apontar caminhos. Eu sirvo para aquilo que os outros querem que eu sirva. Eles é que são mais importantes, é que definem o meu papel na sua vida.
Portanto toca a sair do conforto e a fazer mais, ser mais e dar mais. Porque não podemos agarrar a vida destas pessoas mas podemos deixar as nossas impressões digitais.
No início eu achei que era o Titanic.. lindo que só ele mas que ia afundar.
Com o tempo transformou-se num iate onde era tudo fantástico. Nos tempos difíceis foi um barquinho de pescadores que dá muito trabalho e às vezes não se apanha nada. E assim ia eu navegando.
Agora é diferente. Já não vou ao sabor do vento. Sei o que tenho que fazer e que as coisas só são feitas se eu as fizer. Agora é uma bicicleta que precisa de impulso para andar e só nas descidas desliza só com equilíbrio.
Já não me sinto na corda bamba. Não acho que vou cair.
Agora sou mais consciente, mais capaz e mais forte.
Mas tudo isto se faz pelo menos em par.
Antes eu achava que as pessoas tinham o mesmo amor que eu. E que era com prazer (será?) que vinham "conversar" com a doutora.
Agora eu sei que não é assim. Que nós somos uns bichos maus que tiram meninos aos pais e que só servimos para dar subsídios. E quando me apercebi que a minha esperança só via em mim cifrões...
Por isso antes ficava magoada quando faltavam aos atendimentos. Agora estou resignada. Penso que é normal, que é do próprio sistema ser assim...
Mas olho para mim e sei que não sou de me resignar. Basta! Dou o murro na mesa. Não podemos continuar a ser iguais e a agir da mesma forma.
Uma vez perguntaram-me porque é que eu não dava as soluções aos problemas das pessoas. Mas eu não tenho soluções- Respondi. Ai não?! Então serves para quê? (Pausa). Bem na verdade eu sirvo para fazer diferente. Para ajudar a descobrir as soluções e não para apontar caminhos. Eu sirvo para aquilo que os outros querem que eu sirva. Eles é que são mais importantes, é que definem o meu papel na sua vida.
Portanto toca a sair do conforto e a fazer mais, ser mais e dar mais. Porque não podemos agarrar a vida destas pessoas mas podemos deixar as nossas impressões digitais.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
verborreia
Não tenho nada para dizer... E escrever quando não se tem nada para dizer é deveras difícil. Porque a tua cabeça é um balaão vazio onde nenhum assunto é relamente importante que mereça atenção e reflexão. E a tua boca (e os dedos) não são capazes de dizer qulaquer coisa com nexo que seja, por mais fútil e banal.
Por isso vou escrever tudo aquilo que me lembrar... E fazer uma espécie de manta de retalhos do pensamento.
Irrita-me este computador porque não põe os acentos nos sítios certos e as letras não ficam no sítio o que me obriga a rever tudo para trás porque fica mal escrever com erros. E eu sou muito orgulhosa porque aprendi a escrever com uma professora das antigas que nos dava réguadas nas mãos sempre que fazíamos algo mal. Por isso em homenagem à minha professora da primária continuo a esforçar-me para escrever bem, pôr as vírgulas e os pontos finias nos sítios certos.
Isto faz-me lembrar outra coisa... na vida também sou muito assim... ponho pontos finais nas coisas. Eu cá não trago desaforos para casa. Sempre resolvi os meus problemas e quando não resolvo também não chateio os outros com eles. E faço tudo para que o assunto termine seja por bem ou por mal (já andei à pancada é verdade).
Agora sou do bem. Meti na cabeça que vou para o céu e não me permito o pisar o risco. Até porque tenho medo do que não é controlável.
Faz-me lembrar a história da zona de conforto. É verdade. Eu não saio dessa zona. E depois há uns quantos que me desafiam e eu não gosto nada. Deixa-me tar men. Por exemplo: "bora sair à noite?". Eh pah. Mas quem é que disse que me apetece sair? Ainda por cima tenho medo do escuro e não gosto de andar sozinha à noite.
Já me estou a autorevelar de mais. Fiz isso no outro diz em consulta e foi espectacular. O que não foi nada bem foi a minha tentativa de explicação. Enfim... O miúdo ficou com cara de parvo a pensar no que lhe tinha dito e no meu embaraço depois. Mas senti que lhe tinha tirado um peso de cima.
Agora estou aqui parada a pensar no que escrever e como isso não é suposto (acabaram-se os posts direitinhos, pensados e estruturados) acho que vou terminar.
Até porque tenho imenso que fazer e como ando um bocado desleixada tenho que me aplicar.
E por último acho eu ainda bem que já me passou a doença que me corroeu a consciência porque só me apetecia estar deitada mas não parei um minuto para despachar a introdução da tese.
E agora já sei que titulo dar a este post
Por isso vou escrever tudo aquilo que me lembrar... E fazer uma espécie de manta de retalhos do pensamento.
Irrita-me este computador porque não põe os acentos nos sítios certos e as letras não ficam no sítio o que me obriga a rever tudo para trás porque fica mal escrever com erros. E eu sou muito orgulhosa porque aprendi a escrever com uma professora das antigas que nos dava réguadas nas mãos sempre que fazíamos algo mal. Por isso em homenagem à minha professora da primária continuo a esforçar-me para escrever bem, pôr as vírgulas e os pontos finias nos sítios certos.
Isto faz-me lembrar outra coisa... na vida também sou muito assim... ponho pontos finais nas coisas. Eu cá não trago desaforos para casa. Sempre resolvi os meus problemas e quando não resolvo também não chateio os outros com eles. E faço tudo para que o assunto termine seja por bem ou por mal (já andei à pancada é verdade).
Agora sou do bem. Meti na cabeça que vou para o céu e não me permito o pisar o risco. Até porque tenho medo do que não é controlável.
Faz-me lembrar a história da zona de conforto. É verdade. Eu não saio dessa zona. E depois há uns quantos que me desafiam e eu não gosto nada. Deixa-me tar men. Por exemplo: "bora sair à noite?". Eh pah. Mas quem é que disse que me apetece sair? Ainda por cima tenho medo do escuro e não gosto de andar sozinha à noite.
Já me estou a autorevelar de mais. Fiz isso no outro diz em consulta e foi espectacular. O que não foi nada bem foi a minha tentativa de explicação. Enfim... O miúdo ficou com cara de parvo a pensar no que lhe tinha dito e no meu embaraço depois. Mas senti que lhe tinha tirado um peso de cima.
Agora estou aqui parada a pensar no que escrever e como isso não é suposto (acabaram-se os posts direitinhos, pensados e estruturados) acho que vou terminar.
Até porque tenho imenso que fazer e como ando um bocado desleixada tenho que me aplicar.
E por último acho eu ainda bem que já me passou a doença que me corroeu a consciência porque só me apetecia estar deitada mas não parei um minuto para despachar a introdução da tese.
E agora já sei que titulo dar a este post
domingo, 6 de fevereiro de 2011
O que fazer...
... quando na relação terapêutica sentes que estás a mudar mais do que o teu cliente?
E quando te identificas com a história dele e te apetece chorar pelos dois? E quando os valores dele são contra os teus?
E se o medo te impede de te revelares? Tens o direito de tirar uma parte de ti da relação? Ou eticamente estás "obrigado" a seres tudo e dares tudo de ti?
O que é isso de "bem-estar acima de tudo"? Como é que sei o que é o "bem-estar"? Como é que sei como vai reagir? Como planear a sessão?
Como mostrar o amor por isto? Como mostrar que estás ali para ele e com ele?
Dúvidas que me atormentam...
E quando te identificas com a história dele e te apetece chorar pelos dois? E quando os valores dele são contra os teus?
E se o medo te impede de te revelares? Tens o direito de tirar uma parte de ti da relação? Ou eticamente estás "obrigado" a seres tudo e dares tudo de ti?
O que é isso de "bem-estar acima de tudo"? Como é que sei o que é o "bem-estar"? Como é que sei como vai reagir? Como planear a sessão?
Como mostrar o amor por isto? Como mostrar que estás ali para ele e com ele?
Dúvidas que me atormentam...
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
É arte sim srª
Não sou apreciadora de arte. Mas gostava de ser. Sei dizer se é bonito ou feio, se gosto ou não mas não sei olhar para lá e ver mais.
Quando olho para uma obra de arte gosto de fingir que sou um daqueles senhores barrigudos e com um monóculo muito entendidos no assunto e penso cá para mim "Que giro que seria ver mais que um borrão de tinta".
O que me fascina ainda mais é imaginar estes senhores aos saltinhos só por pensarem que vão ver um obra de arte.
Ora eu dou saltinhos e até danço só de pensar que amanhã vou "atender". Quando me dás a oportunidade de ir à sala de atendimento... OMG!!!
É assim o meu estômago fica com borboletas, a minha aura brilha, a minha alma enche-se de luz!!! Todas as boas sensações, vibrações e afins ficam em mim.
Mas mais mais impressionante foi ver o meu nome na folha de convocatória... nem queria acreditar. Foi mesmo estranho a sensação do "reconheço-que-sou-eu-mas-não-sinto-que-me-diga-respeito". E depois atender sozinha, o medo instalado, a desorientação e um moço à minha espera ainda mais desorientado que eu que me suportou mesmo sem saber e me ajudou a ultrapassar um obstáculo que eu tanto temia: Eu mesma.
Se for para atender não me importo de estar numa fila de 500m para ver a Gioconda e afinal descobrir que a fila não é ali.
Pois o que eu faço é arte sim srª. E garanto que é muito mais difícil ver as pessoas que ver as coisas e sentí-las como únicas e ao mesmo tempo tão pertencentes a nós.
Ser artista de almas não é esculpí-las mas sim deixar que se criem e recriem por elas mesmas, que se moldam às formas que elas próprias procuram e que tomem as cores que mais apreciam.
Quando olho para uma obra de arte gosto de fingir que sou um daqueles senhores barrigudos e com um monóculo muito entendidos no assunto e penso cá para mim "Que giro que seria ver mais que um borrão de tinta".
O que me fascina ainda mais é imaginar estes senhores aos saltinhos só por pensarem que vão ver um obra de arte.
Ora eu dou saltinhos e até danço só de pensar que amanhã vou "atender". Quando me dás a oportunidade de ir à sala de atendimento... OMG!!!
É assim o meu estômago fica com borboletas, a minha aura brilha, a minha alma enche-se de luz!!! Todas as boas sensações, vibrações e afins ficam em mim.
Mas mais mais impressionante foi ver o meu nome na folha de convocatória... nem queria acreditar. Foi mesmo estranho a sensação do "reconheço-que-sou-eu-mas-não-sinto-que-me-diga-respeito". E depois atender sozinha, o medo instalado, a desorientação e um moço à minha espera ainda mais desorientado que eu que me suportou mesmo sem saber e me ajudou a ultrapassar um obstáculo que eu tanto temia: Eu mesma.
Se for para atender não me importo de estar numa fila de 500m para ver a Gioconda e afinal descobrir que a fila não é ali.
Pois o que eu faço é arte sim srª. E garanto que é muito mais difícil ver as pessoas que ver as coisas e sentí-las como únicas e ao mesmo tempo tão pertencentes a nós.
Ser artista de almas não é esculpí-las mas sim deixar que se criem e recriem por elas mesmas, que se moldam às formas que elas próprias procuram e que tomem as cores que mais apreciam.
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