quarta-feira, 30 de março de 2011

o meu erro...

Não sei como escrever isto... e apercebo-me do meu erro. Quero tudo perfeito. Quero que as minhas palavras mudem o mundo de quem as lê. Não suporto a ideia de ser mais uma coisa neste mundo que não adiciona nada ao aqui e agora. Quando era pequeno e me perguntavam o que queria ser, eu dizia que não tinha a certeza do que queria ser, mas sabia que não queria apenas ser mais um. Queria fazer a diferença. Algures na minha vida comecei a confundir diferença com perfeição...

Eu queria ser o pai perfeito, o marido perfeito, o filho perfeito, o irmão perfeito, o africano perfeito, o colega perfeito, o homem perfeito, o amigo perfeito, o músico perfeito, o psicólogo perfeito, o técnico perfeito, o trabalhador perfeito, o aluno perfeito, o etc perfeito...

Mas não sou nada disso... estou tão longe de ser perfeito... no outro dia comentava com amigos como a tapeçaria Arabe deixa sempre um ponto imperfeito, porque só Deus é perfeito... afinal estou tão longe de Deus

Parvoíce... que grande m****, p*** do ca*****, nem sequer me autorizo a dizer asneiras... Sou um anal retentivo, um ma***** de me*** que tem de se libertar e viver a vida como deve ser vivida!
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Estive a pensar... quero dizer mais, mas estou seco. Olho para a minha vida e vejo drama... telenovela,... as coisas podem ser mais simples. As coisas têm de ser mais simples. Não quero mais ser perfeito. Quero ser apenas eu.

quarta-feira, 16 de março de 2011

e respostas não?

Uma amiga minha, no seu blog, escreveu um dia sobre as pessoas que frequentam blogs e não comentam. Na altura pensei que era parvo pedir a alguém que comentasse o nosso blog. Achava eu que só o facto de alguém ler o que escrevemos é muito bom.

Agora não acho isso. Acho que todos temos o direito de saber que a nossa escrita não é indiferente. E que pelo menos uma pessoa possa concordar ou discordar daquilo que escrevemos.

E vivo neste paradoxo de estar a escrever para milhões de pessoas em todo o mundo através de um blog e, ao mesmo tempo, ter a sensação que estou a falar (escrever) sozinha.

segunda-feira, 14 de março de 2011

sem graça

Hoje é dia de escrever...E enquanto vou pensando no que escrever (sim eu sei que combinamos que nao ia pensar) vou começar a escrever.

Hoje neste dia em que não chove nem faz sol, em que estive toda a manha em frente ao pc a escrever uma coisa que nem sei se valeu a pena porque nem sei se a vou usar.

Amanha é greve e isso sim é preocupante para mim que não sei como viver sem transportes. E lá vou eu nesta aventura de ir para Lisboa ne autocarro, ver o que nunca vi ou que nunca reparei que ali estava. Gosto mais de ver as pessoas que as coisas e por isso nunca decoro os caminhos porque as pessoas já não estão lá.

(E aqui estou eu a olhar para o tecto a pensar sobre que escrever).

Podia escrever sobre a política mas estou tão descrente que não me sai nada. Nem a manifestação teve algum impacto a não ser alguns cartazes que vi e que me fizeram rir (eu não fui à manif).

Religião também é um assunto que gosot pouco de falar sozinha. Só gosto de defender o meu ponto de vista perante alguém.

Ambiente sou péssima. Não reciclo, não poupo água nem energia, só não deito papéis para o chão.

Moda nem pensar. Visto a mesma roupa desde os 13 anos o que se nota bastante porque alguma está muito curta.

Dinheiro não é problema. Além de ter pouco, chega perfeitamente para mim. Não tenho maneira de me preocupar com taxas, bolsas, spreads.

E pronto. Hoje tou assim, vazia. E assim não tem graça nenhuma escrever.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Tentei ignorar, não dizer nada nem sequer pensar... Para dizer a verdade só me lembrei mesmo no fim do dia. E sabes como eu fico quando penso nisto. Dói. Dói muito. É daquelas dores que ficam e doem sempre, mesmo quando te esqueces delas.

É verdade que não queria pensar sobre isto. Mas hoje estou zangada e quando estou zangada gosto de saber que tenho razão. E neste assunto tenho toda a razão.

Já fiquei triste, revoltada, indiferente. Mas agora estou zangada.
Porque te esqueces-te de mim, de olhar para trás. Porque o fim de um ciclo é o início de outro, e neste caso mais duro e cruel.

Porque aqui tudo é diferente, tudo mudou e não é o mesmo sem ti.

Estou zangada contigo e com ele. Porque vocês são iguais. Fizeram-me amar-vos (ainda que de maneira diferente) e depois trairam-me. E quando a voz me falta para vos dizer o que sinto fico zangada.

Zangada comigo também. Porque sinto que falhei, queira que fosse diferente.

E que me importa acabar o dia a chorar se por momentos consigo esquecer-te?

Aqui, de onde partiste sem avisar, há dor a mais, saudade a mais por teres partido sem te despedires.

Há 9 anso findou-se o teu caminho e eu não sei se te hei-de parabenizar ou chorar pelo meu triste destino.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Hoje deu-me para escrever.
Porquê? Porque estou feliz... porque vou de mini-férias, porque recebi um elogio e porque aprendi uma grande lição:
As pessoas pelas quais não damos nada, surpreendem-nos sempre pela positiva. Aquelas por quem damos tudo mostram-nos o caminho para olharmos para aqueles de que duvidados.

E assim se vai construindo uma tese de mestrado.

o que mudou

Desde Setembro que embarquei nesta aventura.
No início eu achei que era o Titanic.. lindo que só ele mas que ia afundar.
Com o tempo transformou-se num iate onde era tudo fantástico. Nos tempos difíceis foi um barquinho de pescadores que dá muito trabalho e às vezes não se apanha nada. E assim ia eu navegando.

Agora é diferente. Já não vou ao sabor do vento. Sei o que tenho que fazer e que as coisas só são feitas se eu as fizer. Agora é uma bicicleta que precisa de impulso para andar e só nas descidas desliza só com equilíbrio.

Já não me sinto na corda bamba. Não acho que vou cair.

Agora sou mais consciente, mais capaz e mais forte.

Mas tudo isto se faz pelo menos em par.

Antes eu achava que as pessoas tinham o mesmo amor que eu. E que era com prazer (será?) que vinham "conversar" com a doutora.
Agora eu sei que não é assim. Que nós somos uns bichos maus que tiram meninos aos pais e que só servimos para dar subsídios. E quando me apercebi que a minha esperança só via em mim cifrões...

Por isso antes ficava magoada quando faltavam aos atendimentos. Agora estou resignada. Penso que é normal, que é do próprio sistema ser assim...

Mas olho para mim e sei que não sou de me resignar. Basta! Dou o murro na mesa. Não podemos continuar a ser iguais e a agir da mesma forma.

Uma vez perguntaram-me porque é que eu não dava as soluções aos problemas das pessoas. Mas eu não tenho soluções- Respondi. Ai não?! Então serves para quê? (Pausa). Bem na verdade eu sirvo para fazer diferente. Para ajudar a descobrir as soluções e não para apontar caminhos. Eu sirvo para aquilo que os outros querem que eu sirva. Eles é que são mais importantes, é que definem o meu papel na sua vida.

Portanto toca a sair do conforto e a fazer mais, ser mais e dar mais. Porque não podemos agarrar a vida destas pessoas mas podemos deixar as nossas impressões digitais.