Digo-te que este é o maior desafio: pensar Deus na psicologia.
Sei muito bem, ou acho que sei, qual o papel Dele na minha vida... Faz-me ter um objectivo de ser melhor a cada dia. Estabelece um ideal de perfeição que me esforço para atingir.
Faz-me ver a vida com olhos bons, faz-me pensar nos outros, faz-me crer que isto é a passagem para a vida eterna.
Faz também diminuir a minha dissonância cognitiva, sentir-me inimputável por certos actos, deixar tudo na mão Dele e ser mais livre.
Aprendi na faculdade que a psicologia não contraria a existência de Deus. Porquê? Não sei. Nem quero saber. São duas esferas da minha vida separadas.
Durante estes dias tentei perceber como sinto Deus no serviço e percebi que Deus só existe na relação.
Sem o outro é apenas uma utopia. Com o outro é uma realidade.
Para mim faz-me desejar entregar-me mais e melhor, compreender o outro, aceitá-lo na diferença. Compreendo agora porque não me exalto com certas estórias ou histórias que oiço (ainda que possam ser contra os meus valores morais).
Estou na profissão certa para Amar o Próximo como a Mim Mesma, Dar a outra face, Ensinar os ignorantes, etc, etc, etc.
Sinto Deus quando me sinto abençoada por poder pensar sobre estas coisas. Sinto que Deus cuida da minha alma não a deixando ficar em farrapos. Sinto que Deus colocou alguém no meu caminho que me ensinar a ser melhor.
Posso deixar-te um desafio?
E se Deus viesse ao psicólogo o que lhe diríamos? (Eis um assunto para co-discutir na próxima reunião)
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Esta coisa de Alma
Tenho andado a pensar sobre a alma.
Acredito que um ser vivo é mais do que um montinho de células biologicamente programado que desaparece com a morte. Tem que haver mais alguma coisa e eu acredito que seja uma alma (ou espírito ou o que se quiser chamar).
Pois pensar em alma implica que eu veja a pessoa na sua dualidade corpo-mente (ai Descartes que estavas certo) certo?
Acontece que na minha profissão lido com as pessoas e tento, de alguma forma, fazer com a que a sua vida fique melhor ou pelo menos mais adaptada.
Ora quando estou em consulta este meu montinho de células está a olhar para os outros montinhos de células mas... e a alma? Será que é a minha alma que está a falar com a outra alma? Será que quando tento fazer alguma coisa estou na verdade a mudar a alma das pessoas (sim já sei que vais dizer que eu não mudo nada)?
Não sei se me faço entender mas o que me tem feito comichão nestes últimos dias é pensar se lidamos so com o corpo ou com algo mais.
E se quando falamos com alguém as nossas almas se encontram num plano superior a nós?
E se quando as pessoas não têm explicação para os comportamentos isso se deva à alma? Até que ponto é considerada nas nossas vidas.
E quando mudamos mudamos de alma? Ou as mudanças ficam "carimbadas"?
Se hoje pintar o cabelo a minha alma fica diferente? E se passar a falar outra língua? E se só comer vegetais? E se só ouvir Rock? E se mudar de partido? De religião? E se mudar os meus rituais? E e ficar doente? E se...?
Faz-me pensar naquela conversa do terapeuta de papel lembraste? Como se o corpo fosse esse tal terapeuta que eu defendo e tu já tivesses alcançado um outro plano e por isso tens outro entendimento.
Eu acho que a alma muda... Quando nos envolvemos numa relação e saimos magoados, ficamos literalmente um farrapinho mas o nosso corpo continua na sua unidade.
E quando rezamos sentimos mais próximos de Deus mas o nosso corpo está no mesmo sítio? Eleva-se a alma.
Assim sendo, a alma e o corpo podem ter experiências diferentes. Mas eu sinto-me só uma. Quem domina?
Parece que nos próximos tempos a minha alma vai ser alvo de algumas experiências... Só ainda não sei como.
Acredito que um ser vivo é mais do que um montinho de células biologicamente programado que desaparece com a morte. Tem que haver mais alguma coisa e eu acredito que seja uma alma (ou espírito ou o que se quiser chamar).
Pois pensar em alma implica que eu veja a pessoa na sua dualidade corpo-mente (ai Descartes que estavas certo) certo?
Acontece que na minha profissão lido com as pessoas e tento, de alguma forma, fazer com a que a sua vida fique melhor ou pelo menos mais adaptada.
Ora quando estou em consulta este meu montinho de células está a olhar para os outros montinhos de células mas... e a alma? Será que é a minha alma que está a falar com a outra alma? Será que quando tento fazer alguma coisa estou na verdade a mudar a alma das pessoas (sim já sei que vais dizer que eu não mudo nada)?
Não sei se me faço entender mas o que me tem feito comichão nestes últimos dias é pensar se lidamos so com o corpo ou com algo mais.
E se quando falamos com alguém as nossas almas se encontram num plano superior a nós?
E se quando as pessoas não têm explicação para os comportamentos isso se deva à alma? Até que ponto é considerada nas nossas vidas.
E quando mudamos mudamos de alma? Ou as mudanças ficam "carimbadas"?
Se hoje pintar o cabelo a minha alma fica diferente? E se passar a falar outra língua? E se só comer vegetais? E se só ouvir Rock? E se mudar de partido? De religião? E se mudar os meus rituais? E e ficar doente? E se...?
Faz-me pensar naquela conversa do terapeuta de papel lembraste? Como se o corpo fosse esse tal terapeuta que eu defendo e tu já tivesses alcançado um outro plano e por isso tens outro entendimento.
Eu acho que a alma muda... Quando nos envolvemos numa relação e saimos magoados, ficamos literalmente um farrapinho mas o nosso corpo continua na sua unidade.
E quando rezamos sentimos mais próximos de Deus mas o nosso corpo está no mesmo sítio? Eleva-se a alma.
Assim sendo, a alma e o corpo podem ter experiências diferentes. Mas eu sinto-me só uma. Quem domina?
Parece que nos próximos tempos a minha alma vai ser alvo de algumas experiências... Só ainda não sei como.
domingo, 14 de novembro de 2010
Dúvida
Porque é que qunado não tenho tempo para os outros me sinto importante e quando os outros não têm tempo para mim me sinto rejeitada?
Sugestões?
Sugestões?
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
A psicologia e a vida
A minha parte preferida do dia é a hora de ir dormir. Porquê? Porque a casa fica em silêncio, porque me posso confortar nos cobertores e no meu boneco, porque posso pôr a leitura em dia, porque me espera uma das melhores sensações que é adormecer, porque a minha única responsabilidade é dormir descançada e porque posso pensar.
Acontece que este fim-de-semana dormi na minha minúscula cama com um ser de 6 anos que eu adoro. O problema, além da falta de espaço, foi eu ir buscar o meu boneco.
Diz a criatura:
" Não achas que já és grande para dormir com um boneco?" e riu-se.
Depois de ele adormecer fiquei a pensar na pergunta... De facto sou grande e de facto durmo com um boneco. Mas o meu boneco deixa que eu o abrace sem reclamar, nunca reclama se eu o deixo de lado ou se durmo em cima dele...
Bom mas o que me levou a pensar foi o facto de alguém já adulto (e que supostamente sabe as fases de desenvolvimento humano e o que é ou não esperado em cada idade) nunca se ter questionado sobre esta incapacidade de dormir "sozinha".
A que se deve este comportamento infantil? Que sentimentos me provoca esta maneira de dormir?
Talvez por se referir a mim própria nunca reflecti sobre isto.
Decidi reflectir essa noite e cheguei à eterna dúvida "porque é que fui para psicologia?".
Porque é que sempre quis salvar criancinhas e mesmo não o fazendo (como planeei que o fosse fazer) me sinto feliz e realizada?
Porque é que quando penso sobre mim nunca chego a nenhuma conclusão e acabo por adormecer?
Serei assim tão aborrecida ou tenho medo do que vou encontrar cá dentro e o sono é estratégia de evitamento ou pelo menos de distração?
Apenas sei que continuo a acreditar que existem dois eu. Uma que sabe a teoria psicológica e outra que vive alheada disso.
Enfim... Vidas!
Acontece que este fim-de-semana dormi na minha minúscula cama com um ser de 6 anos que eu adoro. O problema, além da falta de espaço, foi eu ir buscar o meu boneco.
Diz a criatura:
" Não achas que já és grande para dormir com um boneco?" e riu-se.
Depois de ele adormecer fiquei a pensar na pergunta... De facto sou grande e de facto durmo com um boneco. Mas o meu boneco deixa que eu o abrace sem reclamar, nunca reclama se eu o deixo de lado ou se durmo em cima dele...
Bom mas o que me levou a pensar foi o facto de alguém já adulto (e que supostamente sabe as fases de desenvolvimento humano e o que é ou não esperado em cada idade) nunca se ter questionado sobre esta incapacidade de dormir "sozinha".
A que se deve este comportamento infantil? Que sentimentos me provoca esta maneira de dormir?
Talvez por se referir a mim própria nunca reflecti sobre isto.
Decidi reflectir essa noite e cheguei à eterna dúvida "porque é que fui para psicologia?".
Porque é que sempre quis salvar criancinhas e mesmo não o fazendo (como planeei que o fosse fazer) me sinto feliz e realizada?
Porque é que quando penso sobre mim nunca chego a nenhuma conclusão e acabo por adormecer?
Serei assim tão aborrecida ou tenho medo do que vou encontrar cá dentro e o sono é estratégia de evitamento ou pelo menos de distração?
Apenas sei que continuo a acreditar que existem dois eu. Uma que sabe a teoria psicológica e outra que vive alheada disso.
Enfim... Vidas!
sábado, 6 de novembro de 2010
Quando alguém me magoa, mais do que me sentir triste, sinto-me pequenina... E pequeinina porque quando me magoam gostava que a seguir me dissessem que está tudo bem e que um abraço pudesse sarar as coisas.
Mas isso nunca aconteceu. Sempre que me magoam eu fujo! Fujo para um mundo só meu onde os abraços deixam de ter importância porque existo apenas eu.
Gosto de pensar que não preciso de ninguém... alíás sempre fui eu o ombro amigo dos outros e de mim mesma. Por isso é que acham estranho quando falo sozinha... eu não falo sozinha, falo comigo.
Porque nunca ninguém reparou quando eu tive um dia mau ou quando chorei... nunca ninguém olhou para mim para me ver.
Mas não faz mal porque eu basto. Eu abraço-me e consolo-me... Eu sou minha mãe e meu pai. Cuidadora e cuidada. E assim nunca me desiludo.
Gostava de te poder dizer que tudo o que me fazes só me torna mais forte e que te perdoo.
Eu Ana sou muito mais forte do que aquilo que imaginas mas às vezes sabia-me bem ser abraçada e sentir que para ti sou aquilo que dizes que sou.
Nao me importa. Os sentimentos passam, as experiências mudam e um dia serei para alguém aquilo que queria que fosses.
Tenho pena que nunca chegues a ler a carta de agradecimento nem este blog. Essas coisas são parte do meu mundo e ai nunca vais puder entrar. Lamento.
p.s- não deixa de ter piada quando publiquei esta mensagem pela primeira vez apareceu uma publicidade que dizia "Deus Ama-te". Aí e´stá a prova como te manifestas nos mais pequenos gestos. Obrigada por gostares de mim Deus.
Mas isso nunca aconteceu. Sempre que me magoam eu fujo! Fujo para um mundo só meu onde os abraços deixam de ter importância porque existo apenas eu.
Gosto de pensar que não preciso de ninguém... alíás sempre fui eu o ombro amigo dos outros e de mim mesma. Por isso é que acham estranho quando falo sozinha... eu não falo sozinha, falo comigo.
Porque nunca ninguém reparou quando eu tive um dia mau ou quando chorei... nunca ninguém olhou para mim para me ver.
Mas não faz mal porque eu basto. Eu abraço-me e consolo-me... Eu sou minha mãe e meu pai. Cuidadora e cuidada. E assim nunca me desiludo.
Gostava de te poder dizer que tudo o que me fazes só me torna mais forte e que te perdoo.
Eu Ana sou muito mais forte do que aquilo que imaginas mas às vezes sabia-me bem ser abraçada e sentir que para ti sou aquilo que dizes que sou.
Nao me importa. Os sentimentos passam, as experiências mudam e um dia serei para alguém aquilo que queria que fosses.
Tenho pena que nunca chegues a ler a carta de agradecimento nem este blog. Essas coisas são parte do meu mundo e ai nunca vais puder entrar. Lamento.
p.s- não deixa de ter piada quando publiquei esta mensagem pela primeira vez apareceu uma publicidade que dizia "Deus Ama-te". Aí e´stá a prova como te manifestas nos mais pequenos gestos. Obrigada por gostares de mim Deus.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Não gosto
Há muitas coisas que não gosto.
Uma delas é que me deem os pesames... nem sei o que isso quer dizer! também não gosto que me deem os sentimentos porque pensando bem já me chegam os meus não preciso dossentimentos dos outros.
Não gosto que digam que tenho que ser forte. Eu sei que tenho mas só sou se quero.
Não gosto de pessoas que choram em funerais quando nem conhecem o falecido. E também não gosto das pessoas que conheciam bem o falecido e choram como se não houvesse amanhã. Não gosto de pessoas que choram ao lado do caixão para toda a gente ver. Nem gosto daquelas pessoas que só choram quando aparece alguém.
Não gosto que se despeçam do corpo quando a alma continua viva. Não gosto que abram o caixão no cemitério.
Não gosto que todas as pessoas se façam amigos num funeral.
Não gosto que me digam coisas despropositadas num funeral tipo "és igualzinha à tua mãe". Não gosto que me perguntem por familiares que não estão presentes. Não gosto ter que fingir que sei sobre esses familiares quando só me apetece dizer "que ardam no inferno vocês todos"!!
E também não gosto de esperar pela hora do funeral nem do discurso do padre sobre as coisas terrenas.
Não gosto que me digam que as crianças não podem entrar num cemitério.
Não gosto de flores a dizer "Eterna Saudade" quando ainda nem há saudade. E não gosto de pessoas que só mandam flores porque fica bem.
Não gosto de funerais porque praticamente não gosto de nada do que lá se passa.
E não gosto de escrever ou pensar sobre mim quando só me apetece viver no vazio.
E é isso que vou fazer nos próximos tempos.
Uma delas é que me deem os pesames... nem sei o que isso quer dizer! também não gosto que me deem os sentimentos porque pensando bem já me chegam os meus não preciso dossentimentos dos outros.
Não gosto que digam que tenho que ser forte. Eu sei que tenho mas só sou se quero.
Não gosto de pessoas que choram em funerais quando nem conhecem o falecido. E também não gosto das pessoas que conheciam bem o falecido e choram como se não houvesse amanhã. Não gosto de pessoas que choram ao lado do caixão para toda a gente ver. Nem gosto daquelas pessoas que só choram quando aparece alguém.
Não gosto que se despeçam do corpo quando a alma continua viva. Não gosto que abram o caixão no cemitério.
Não gosto que todas as pessoas se façam amigos num funeral.
Não gosto que me digam coisas despropositadas num funeral tipo "és igualzinha à tua mãe". Não gosto que me perguntem por familiares que não estão presentes. Não gosto ter que fingir que sei sobre esses familiares quando só me apetece dizer "que ardam no inferno vocês todos"!!
E também não gosto de esperar pela hora do funeral nem do discurso do padre sobre as coisas terrenas.
Não gosto que me digam que as crianças não podem entrar num cemitério.
Não gosto de flores a dizer "Eterna Saudade" quando ainda nem há saudade. E não gosto de pessoas que só mandam flores porque fica bem.
Não gosto de funerais porque praticamente não gosto de nada do que lá se passa.
E não gosto de escrever ou pensar sobre mim quando só me apetece viver no vazio.
E é isso que vou fazer nos próximos tempos.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Um adeus ou um até já
Querido Padre Zé:
Quando eu era pequenina tu contavas-me a história de um homem que não sabia rezar e só dizia "Senhor o Zé está aqui". Querias tu dizer que, para falar com Ele não eram precisas grandes palavras mas sim grandes entregas.
Aprendi contigo a ser cristã, a ser melhor, a dar valor... Aprendi a rezar, a amar e a ouvir o Evangelho!
E da sementinha que deixaste cresceu uma flor, e depois uma árvore que está a dar os seus frutos.
Agora que partiste fica o teu legado. O teu povo que fica sem pastor, as tuas crianças que ficam sem a tua presença.
Mas, como me ensinaste, a morte é uma passagem, como naquela história da lagarta que se transformou em borboleta, lembraste?
E eu sei que, mesmo não estando presentes, estás connosco. Ali foi a tua casa e serás sempre lembrado enquanto houverem crianças. E mesmo neste momento, sei que os teus olhos resplandescentes se focam nos nossos cheios de lágrimas.
Pois agora chegou a vez do Senhor dizer "Zé, o Senhor está aqui."
Só resta dizer, como no fim da Eucaristia, Que o Senhor nos acompanhe.
Quando eu era pequenina tu contavas-me a história de um homem que não sabia rezar e só dizia "Senhor o Zé está aqui". Querias tu dizer que, para falar com Ele não eram precisas grandes palavras mas sim grandes entregas.
Aprendi contigo a ser cristã, a ser melhor, a dar valor... Aprendi a rezar, a amar e a ouvir o Evangelho!
E da sementinha que deixaste cresceu uma flor, e depois uma árvore que está a dar os seus frutos.
Agora que partiste fica o teu legado. O teu povo que fica sem pastor, as tuas crianças que ficam sem a tua presença.
Mas, como me ensinaste, a morte é uma passagem, como naquela história da lagarta que se transformou em borboleta, lembraste?
E eu sei que, mesmo não estando presentes, estás connosco. Ali foi a tua casa e serás sempre lembrado enquanto houverem crianças. E mesmo neste momento, sei que os teus olhos resplandescentes se focam nos nossos cheios de lágrimas.
Pois agora chegou a vez do Senhor dizer "Zé, o Senhor está aqui."
Só resta dizer, como no fim da Eucaristia, Que o Senhor nos acompanhe.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
A primeira vez
Ainda não sei porque escolhi esta profissão.
Convenci-me que queria salvar o mundo mas nem sei o que isso quer dizer. Só sei que gosto de fazer a diferença embora fuja dela. Entenda-se que não é que goste de fazer diferente, gosto é de deixar a minha marca, de saber que fui importante na vida de alguém.
E é para deixar marca que uso salto-altos. Afinal é para conseguir ver e ser vista. E andar mais alta faz com que consiga ver as coisas de outra perspectiva. Por isso a partir de hoje defendo a existência de saltos-altos psicológicos. Não sei como nem quando mas era importante conseguir chegar mais alto, ver por cima do que sempre vi...
Mas hoje apetece-me escrever sobre a primeira vez. Não me preparei. Não sabia como fazer. Apenas confiei no parceiro. Ele já tinha mais experiência e sabia bem o que era suposto fazer. Tomou as rédeas da situação mas deixou-me experimentar, fazer à minha maneira, ensaiar...E eu agi, mesmo sabendo que podia errar, mesmo não sabendo o caminho a seguir. Foi mesmo muito bom, foi um "excitéx", alguém até me disse que parecia uma criança no Natal. Esperei anos por isto e correu lindamente. Não tive medo nem me escondi.
Voltando às minhas metáforas senti-me o pai do Nemo nas costas da tartaruga, a deixar-se levar pela corrente.
Se era eu ou o meu alter-ego que ali estava ainda não sei. Mas agora também não importa.
Se vai correr sempre assim também não sei. E não sei nada. Neste momento estou despojada de sentimentos. Chama-se savoring e eu vou aproveitar enquanto durar.
Por último obrigada a todos os intervenientes que estiveram comigo naquela sala. Vocês é que me ajudaram a construir este bom momento.
Convenci-me que queria salvar o mundo mas nem sei o que isso quer dizer. Só sei que gosto de fazer a diferença embora fuja dela. Entenda-se que não é que goste de fazer diferente, gosto é de deixar a minha marca, de saber que fui importante na vida de alguém.
E é para deixar marca que uso salto-altos. Afinal é para conseguir ver e ser vista. E andar mais alta faz com que consiga ver as coisas de outra perspectiva. Por isso a partir de hoje defendo a existência de saltos-altos psicológicos. Não sei como nem quando mas era importante conseguir chegar mais alto, ver por cima do que sempre vi...
Mas hoje apetece-me escrever sobre a primeira vez. Não me preparei. Não sabia como fazer. Apenas confiei no parceiro. Ele já tinha mais experiência e sabia bem o que era suposto fazer. Tomou as rédeas da situação mas deixou-me experimentar, fazer à minha maneira, ensaiar...E eu agi, mesmo sabendo que podia errar, mesmo não sabendo o caminho a seguir. Foi mesmo muito bom, foi um "excitéx", alguém até me disse que parecia uma criança no Natal. Esperei anos por isto e correu lindamente. Não tive medo nem me escondi.
Voltando às minhas metáforas senti-me o pai do Nemo nas costas da tartaruga, a deixar-se levar pela corrente.
Se era eu ou o meu alter-ego que ali estava ainda não sei. Mas agora também não importa.
Se vai correr sempre assim também não sei. E não sei nada. Neste momento estou despojada de sentimentos. Chama-se savoring e eu vou aproveitar enquanto durar.
Por último obrigada a todos os intervenientes que estiveram comigo naquela sala. Vocês é que me ajudaram a construir este bom momento.
domingo, 3 de outubro de 2010
Ser diferente é ser bom
Alguém me disse que eu nunca me descontrolo. Nunca saiu da minha área de conforto.
Pois é ontem descontrolei-me e desconfortei-me.
Gritei, berrei e disse o que não devia. Foi bom. Senti-me aliviada. E foi mau. Senti-me culpada. E ainda me sinto.
Pedi desculpa e dei um abraço prolongado. Mas não foi estranho. O abraço foi retribuido. Pensei "INACREDITÁVEL". Talvez também quisesse um abraço. Talvez, tal como eu, nunca diga quando precisa de um abraço. Talvez, tal como eu, entregue tudo para Deus, ainda que não seja o mesmo Deus, e se abandone de sentimentos. Talvez... ou talvez nunca me tenha dito porque não sabe como vou reagir.
Mas ontem ouvi o que não estava à espera. Não que fossem coisas más, mas são coisas que não nos dizem (pelo menos a mim). E Eu? Continuei a praguejar contra a vida e a fazer dos meus valores, os valores do mundo... E ouvi que sou especial e que alguém gosta de mim mais do que possa imaginar. E que a forma como eu quero ser amada não é a forma que me amam mas isso não torna as coisas erradas.
Aprendi que somos ainda mais diferentes do que imaginava. Mas que é essa riqueza que nos torna unidos.
E é tão bom ser tratada de forma diferente.
Isto foi ontem...
Pois é ontem descontrolei-me e desconfortei-me.
Gritei, berrei e disse o que não devia. Foi bom. Senti-me aliviada. E foi mau. Senti-me culpada. E ainda me sinto.
Pedi desculpa e dei um abraço prolongado. Mas não foi estranho. O abraço foi retribuido. Pensei "INACREDITÁVEL". Talvez também quisesse um abraço. Talvez, tal como eu, nunca diga quando precisa de um abraço. Talvez, tal como eu, entregue tudo para Deus, ainda que não seja o mesmo Deus, e se abandone de sentimentos. Talvez... ou talvez nunca me tenha dito porque não sabe como vou reagir.
Mas ontem ouvi o que não estava à espera. Não que fossem coisas más, mas são coisas que não nos dizem (pelo menos a mim). E Eu? Continuei a praguejar contra a vida e a fazer dos meus valores, os valores do mundo... E ouvi que sou especial e que alguém gosta de mim mais do que possa imaginar. E que a forma como eu quero ser amada não é a forma que me amam mas isso não torna as coisas erradas.
Aprendi que somos ainda mais diferentes do que imaginava. Mas que é essa riqueza que nos torna unidos.
E é tão bom ser tratada de forma diferente.
Isto foi ontem...
Pensar quem sou... Sentir o que faço
Só para terminar o post anterior esta semana ouvi uma referência a Virgílio Ferreira que dizia:
"O mais importante não é o que a vida faz de nós mas aquilo que fazemos com o que a vida faz de nós".
Parece que foi isto que eu tentei explicar no post anterior mas não tive palavras (ou melhor tive palavras demais quando podia ter dito de forma tão simples).
"O mais importante não é o que a vida faz de nós mas aquilo que fazemos com o que a vida faz de nós".
Parece que foi isto que eu tentei explicar no post anterior mas não tive palavras (ou melhor tive palavras demais quando podia ter dito de forma tão simples).
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Pensar quem sou... Sentir o que faço
Em primeiro lugar quero deixar um aviso de que este post vai ser escrito ao longo do tempo. É que isto de pensar sobre mim não é muito fácil.
Estava para ali a pensar e lembrei-me de uma frase que se ouve constantemente "Nós somos aquilo que vivemos e o que fazemos com as nossas experiências". Tenho tendência em acreditar em frases que não percebo o que querem dizer. Se até agora aceitava esta frase como uma máxima de vida, pensado bem não percebo o que quer dizer.
Vamos por partes.
"Nós somos aquilo que vivemos..."
A sério?! Eu não acho que seja assim tão deterministico. É do tipo "ai e tal partiste a perna e agora vais ter uma estação metereológica biológica que em Agosto te vai doer porque em Novembro chega o frio".
Não me parece que seja assim tão linear. Então e aquilo que vivi e não me lembro? Como é que isso me afecta? ou melhor como é que eu posso dizer que tenho medo de alturas se não me lembro de alguma vez ter caído de um sítio alto?
O que me parece é que aquilo que vivemos é uma espécie de framework, um enquadramento que serve mais para justificarmos o que vivemos e termos controlo sobre as coisas do que outra coisa qualquer.
"...e o que fazemos com as nossas experiências"
Ah bom! agora já estou mais de acordo. Mas se por um lado concordo que pudemos deixar-nos influenciar por o que nos acontece, por outro não tenho assim tanta certeza.
Um exemplo que aconteceu comigo: só comi empatadas uma vez na vida. Eram óptimas e eu adorei. No dia seguinte apanhei uma intoxicação alimentar e só vomitava empadas. O que controlo: Sempre que vejo empadas não fico mal disposta nem sequer com o cheiro embora tenha uma experiência negativa (no outro dia até cozinhei empadas e não aconteceu nada). O que não controlo: Assim que tento provar empadas vou a correr vomitar embora racionalmente saiba que a probabilidade de me fazer mal é minima.
Se me perguntarem digo "ODEIO empadas quando na verdade até gosto!"
Para mim consigo controlar-me psicologicamente (o poder da mente!hi hi hi) mas a minha biologia é mais forte que eu!
Por isso estou para aqui num contra-senso entre o facto de conseguir controlar ou não aquilo que sou através daquilo que me acontece.
Estou confusa...
Isto tudo para dizer, por enquanto, que ainda não sei bem como é que a minha experiência determinou a minha escolha profissional e como influencia o meu modo de actuar ou a minha postura.
Mais pensamentos se seguirão...
Estava para ali a pensar e lembrei-me de uma frase que se ouve constantemente "Nós somos aquilo que vivemos e o que fazemos com as nossas experiências". Tenho tendência em acreditar em frases que não percebo o que querem dizer. Se até agora aceitava esta frase como uma máxima de vida, pensado bem não percebo o que quer dizer.
Vamos por partes.
"Nós somos aquilo que vivemos..."
A sério?! Eu não acho que seja assim tão deterministico. É do tipo "ai e tal partiste a perna e agora vais ter uma estação metereológica biológica que em Agosto te vai doer porque em Novembro chega o frio".
Não me parece que seja assim tão linear. Então e aquilo que vivi e não me lembro? Como é que isso me afecta? ou melhor como é que eu posso dizer que tenho medo de alturas se não me lembro de alguma vez ter caído de um sítio alto?
O que me parece é que aquilo que vivemos é uma espécie de framework, um enquadramento que serve mais para justificarmos o que vivemos e termos controlo sobre as coisas do que outra coisa qualquer.
"...e o que fazemos com as nossas experiências"
Ah bom! agora já estou mais de acordo. Mas se por um lado concordo que pudemos deixar-nos influenciar por o que nos acontece, por outro não tenho assim tanta certeza.
Um exemplo que aconteceu comigo: só comi empatadas uma vez na vida. Eram óptimas e eu adorei. No dia seguinte apanhei uma intoxicação alimentar e só vomitava empadas. O que controlo: Sempre que vejo empadas não fico mal disposta nem sequer com o cheiro embora tenha uma experiência negativa (no outro dia até cozinhei empadas e não aconteceu nada). O que não controlo: Assim que tento provar empadas vou a correr vomitar embora racionalmente saiba que a probabilidade de me fazer mal é minima.
Se me perguntarem digo "ODEIO empadas quando na verdade até gosto!"
Para mim consigo controlar-me psicologicamente (o poder da mente!hi hi hi) mas a minha biologia é mais forte que eu!
Por isso estou para aqui num contra-senso entre o facto de conseguir controlar ou não aquilo que sou através daquilo que me acontece.
Estou confusa...
Isto tudo para dizer, por enquanto, que ainda não sei bem como é que a minha experiência determinou a minha escolha profissional e como influencia o meu modo de actuar ou a minha postura.
Mais pensamentos se seguirão...
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Hoje deu-me para isto
A minha vida é uma cena de filme tipo "andar numa ponte toda velha e a cair de pobre por cima de um precipício aos qual não se vê o fundo". Desejo muito chegar à outra margem mas o medo de cair faz com que não avance porque não sei se a ponte vai aguentar. Se por um lado estou segura do outro lado, também sei que até aqui ainda não caí...Paradoxal não é?
Que pena ainda não ter conhecido o MacGyver para me ajudar a voar até lá!!
Mas aos piquenos MacGyver da minha vida, que não me ensinam a voar mas mostram-me que tenho asas fica desde já o meu profundo obrigada.
p.s- isto é a resposta ao meu primeiro e provavelmente único opinador.
Que pena ainda não ter conhecido o MacGyver para me ajudar a voar até lá!!
Mas aos piquenos MacGyver da minha vida, que não me ensinam a voar mas mostram-me que tenho asas fica desde já o meu profundo obrigada.
p.s- isto é a resposta ao meu primeiro e provavelmente único opinador.
Sou Mais Ter Que Querer
Deitei-me tarde, estou com uma dor de cabeça descomunal e ainda estou a pensar na conversa de ontem.
Sou muito mais do tipo do ter que fazer não pirque não goste mas porque muitas vezes falta tempo para gostar. Quem me dera poder tirar prazer de tudo o que faço. Além disso a maior parte das vezes não fico orgulhosa com o trabalho final.
O Querer é outra coisa... é ter mesmo vontade de fazer independentemente do que resultar disso.
Sou mais do ter que do querer. Posso não saber nada mas tenho vontade (olha eu a ter!), tenho projectos (eu a ter!) e tenho uma vida para preencher (tenho sim senhor!).
Agora se quero tudo isto? Quero isto e muito mais. Só não sei como querer.
Então e se eu Quiser Ter? Fico ali num estado limite entre um e outro.
O objectivo é ser mais Querer mas é um registo dificil de alterar.
Ainda assim vamos lá à aventura...
Olha eu a querer imenso fazer uma data de coisas pendentes. Fui fazê-las porque QUERO!
Sou muito mais do tipo do ter que fazer não pirque não goste mas porque muitas vezes falta tempo para gostar. Quem me dera poder tirar prazer de tudo o que faço. Além disso a maior parte das vezes não fico orgulhosa com o trabalho final.
O Querer é outra coisa... é ter mesmo vontade de fazer independentemente do que resultar disso.
Sou mais do ter que do querer. Posso não saber nada mas tenho vontade (olha eu a ter!), tenho projectos (eu a ter!) e tenho uma vida para preencher (tenho sim senhor!).
Agora se quero tudo isto? Quero isto e muito mais. Só não sei como querer.
Então e se eu Quiser Ter? Fico ali num estado limite entre um e outro.
O objectivo é ser mais Querer mas é um registo dificil de alterar.
Ainda assim vamos lá à aventura...
Olha eu a querer imenso fazer uma data de coisas pendentes. Fui fazê-las porque QUERO!
Genésis
Bom este será o início deste "blog-espécie-de-livro-de-pensamentos" onde irei escrever sobre tudo o que me apetece.
Na realidade escrever não é bem o meu forte, sou mais de falar (tagarelar isso sim!) mas vou agarrar este desafio com muito prazer.
Este "blog-espécie-de-livro-de-pensamentos" é pessoal e portanto tudo o que nele for escrito é única e exclusivamente a minha opinião. Mais certa ou mais errada, mais perto ou mais longe da verdade é o que penso do mundo e das coisas.
Aceitam-se opiniões e discussões.
Até lá boas leituras.
Na realidade escrever não é bem o meu forte, sou mais de falar (tagarelar isso sim!) mas vou agarrar este desafio com muito prazer.
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