Enquanto mais escrevo mais percebo como as palavras se afastam das emoções.
E se são as palavras que criam a realidade e também nos trazem os obstáculos.
A mim chegou-me uma palavra para me deitar abaixo: NÃO!
As expectativas que criei, embora não me tenha aperecebido até ontem, sustentaram uma falsa certeza, aparentemente forte mas fraca. A consciência de que me iludi e que caminhei iluminada por uma luz que não existe... Mais do que doer, é pesado. E custa tanto transportar esta dor que partilhei com outros. Se aliviou? nem por isso. As palavras que me diziam para me consolar só me lembravam a ilusão que provocam.
Palavras que me irritam, me fazem chorar, me conduzem mas me traiem...
Estou zangada com as palavras... por isso escrevo para me vingar de vocês.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
A resposta
Quando as palavras são poucas para dizer o que sentimos e mesmo quando o que sentimos não pode ser transmitido em palavras... Fico com a sensação que estou a sufocar. Preciso de te dizer o quão és importante na minha formação mas não consigo, não sei explicar, é novo para mim.
Talvez a imaturidade me faça pecar por defeito, por não dar importância às coisas pequenas. Quero ter sempre emoções fortes, reações, paixões... mas o dia-a-dia não é assim.. e chego à noite cansada, adormeço no sofá sem saber porquê. Agora sinto que isto exige muito de mim. Uma exigência que eu quero sentir, quero entregar-me... mas acordo, levanto o meu corpo e a minha cabeça fica a dormir. Deambulo pela rua, pelos transportes sem ver ninguém. Até já perdi a vontade de andar de autocarro, de ver o novo, de conhecer...
E depois o meu mestre diz que se transforma em aluno, e eu sinto-me especial, melhor mas incapaz de suportar tamanha responsabilidade.
E no meio da correria e do calor dos dias, tenho frio e preciso de me agasalhar.
Talvez a imaturidade me faça pecar por defeito, por não dar importância às coisas pequenas. Quero ter sempre emoções fortes, reações, paixões... mas o dia-a-dia não é assim.. e chego à noite cansada, adormeço no sofá sem saber porquê. Agora sinto que isto exige muito de mim. Uma exigência que eu quero sentir, quero entregar-me... mas acordo, levanto o meu corpo e a minha cabeça fica a dormir. Deambulo pela rua, pelos transportes sem ver ninguém. Até já perdi a vontade de andar de autocarro, de ver o novo, de conhecer...
E depois o meu mestre diz que se transforma em aluno, e eu sinto-me especial, melhor mas incapaz de suportar tamanha responsabilidade.
E no meio da correria e do calor dos dias, tenho frio e preciso de me agasalhar.
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