Hoje estive a pensar no teu "defeito": fazes demasiadas perguntas!!
Na verdade não sei bem se é defeito (e por isso está entre aspas)... ou se é hábito! Passas o dia a ouvir falar dos outros e a perguntar que acabas por resvalar para todas as situações. E também porque nada em ti é simples e linear.. todo tu é a sistémica e por isso tentas encontrar razoes e explicações e depois perguntas as razoes das razoes e explicações para as explicações.
Pensas demais sabias? E nem sempre todas as pessoas estão dispostas a pensar. Eu gosto de te ouvir pensar, gosto de aprender contigo... mas eu gosto de ti! Es o meu mestre que eu admiro e por isso quando pensas e partilhas isso comigo é bom de ouvir..
Mas outra coisa que me lembrei hoje é o porquê de fazeres tantas perguntas... Procuras mesmo respostas? Ou estás a fazer reflexo de ti? Gostavas que te perguntassem as coisas? Desiludes-te quando alguém não tenta ir mais fundo e compreender melhor? Com as informações que recolhes conheces melhor os outros? Ou tens apenas uma imagem mais nitida daquilo que os outros pensam que são?
Eu gosto mais de ouvir... Até porque um psicólogo não faz perguntas=).
sexta-feira, 27 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Só me dá vontade de escrever nos dias em que me sinto nos extremos dos sentimentos... Talvez porque escrever se tenha tornado uma catarse, talvez porque posso dizer o que apetece e pensar no que me apetece, talvez porque é uma forma socialmente correcta de trazer para fora os sentimentos.... ou talvez porque é nestes dias que a minha homeostase está em perigo e eu me sinto à beira do descontrolo.
Hoje estou assim... E tenho vontade de dizer algumas coisas a algumas pessoas e não sou capaz.
Mas gostava mesmo de ter coragem, ser como era antes... afinal não tenho nada a perder porque tudo o que consegui foi com o meu esforço e é meu por mérito. Aliás muitas dessas pessoas deviam ter coragem de aprender com os outros.
Se há coisa que a maturidade, o curso e o meu estágio me ensinaram foi a ser flexível, a compreender os outros e, quando não compreendo, a não julgar.. Há mundos tão diferentes do meu que tenho como dever sair do meu pedestal e colocar-me lado a lado...
Por isso, a todos aqueles que hoje deveriam ouvir umas verdades fica aqui um exercício engraçado: coloque-se frente ao espelho, reparem bem na figura que vem, identifiquem pontos fracos e depois entretanham-se a corrigí-los e não lixem a vida dos outros ok?
Hoje estou assim... E tenho vontade de dizer algumas coisas a algumas pessoas e não sou capaz.
Mas gostava mesmo de ter coragem, ser como era antes... afinal não tenho nada a perder porque tudo o que consegui foi com o meu esforço e é meu por mérito. Aliás muitas dessas pessoas deviam ter coragem de aprender com os outros.
Se há coisa que a maturidade, o curso e o meu estágio me ensinaram foi a ser flexível, a compreender os outros e, quando não compreendo, a não julgar.. Há mundos tão diferentes do meu que tenho como dever sair do meu pedestal e colocar-me lado a lado...
Por isso, a todos aqueles que hoje deveriam ouvir umas verdades fica aqui um exercício engraçado: coloque-se frente ao espelho, reparem bem na figura que vem, identifiquem pontos fracos e depois entretanham-se a corrigí-los e não lixem a vida dos outros ok?
terça-feira, 10 de maio de 2011
O fim das coisas
Por vezes damos mais atenção ao que está a acabar do que áquilo que está a começar. No fundo é natural no ser humano isso acontecer, há uma altura em que estamos naturalmente predispostos para o começo das coisas, porque afinal não temos ainda a habilidade da fala, amigos, coisas nossas, pensamentos próprios, etc. Mas depois à medida que vamos criando todas essas coisas, vamo-nos agarrando a elas, e esquecendo que temos dentro de nós a capacidade de criar infinitamente.Há anos atrás, desenvolvi um programa de promoção de competências pessoais e sociais, chamado arkhipélago, quando saí da Associação onde estava, nem pensei em trazê-lo comigo, sempre achei que se o tinha feito uma vez, que o poderia fazer de novo. Hoje já não penso bem assim, esse trabalho não o farei novamente, não porque não o consiga fazer, mas porque estou noutra onda, com outras vontades (o que me leva a pensar na disseminação como parte essencial do processo criativo, mas isso é outro post).
Mas agora, agora, estou agarrado ao acabar, só vejo as coisas à minha volta a mudar, e eu concentrado no fim e não no princípio das coisas. Vejo o fim de meses de estágio, vejo o fim da pós-graduação, vejo o fim de vidas importantes para mim, vejo o fim da inocência da minha filha quando não sabia ainda o que era a morte e sentir falta de algo, vejo o fim da minha vida financeira áurea... enfim, só vejo fins à minha volta.
Talvez que eu seja como uma minhoca cuja vida chega ao fim, e possa talvez transformar-me numa borboleta, talvez seja isto que sente a minhoca quando chega ao fim, terá medo, tristeza ou alegria pela nova fase?
E eles, quando chegam até nós? Vêem para o fim, vêem pedir apoio porque para eles é o fim, não conseguem fazê-lo sozinhos, comida, roupa, educação, saúde, etc... Cabe-nos a nós transformar esse fim, no início de algo belo, dizer-lhes que não se trata de um fim, mas de um ciclo que se renova, e que ésta continua a ser a sua vida, o seu propósito, que não está em espera, nem em stand by, que é ela que continua sempre e eternamente vida...
...porque enquanto há vida, há esperança
quarta-feira, 4 de maio de 2011
deambulando
Esta sensação de embriagada que me tem conduzido nestes dias já me está a chatear.
Juro que tentei e os meus esforços são vistos nos pequenos rasgos de alegria, principalmente de manhã. Mas passado pouco tempo volto para um estado de semi-consciência, onde tudo é cinzento, cheira a indefinição e sabe a incerteza.
Atribuo este estado de alma ao cansanço que tenho, extremo e exagerado. É normal em mim dar tudo por tudo e cair rapidamente em exaustão, o que me faz pecar por falta de vontade.
Elevo as expectativas dos outros em relação a mim, sinto-me elogiada e reconhecida, elevo as minhas expectativas, canso-me, sinto que não dou o melhor que sei e tenho, desiludo-me e a partir dai é uma espiral até ao fundo, onde só há sono e choro.
Escrevo sobre isto porque sinto que estou perto desse fundo. No ano passado bati mesmo lá em baixo e, como não quero isso este ano decisivo para mim, arranjo estratégias que me despertem. Preciso de ateñção dos outros mas não me apetece falar, preciso de ver trabalho realizado mas não me apetece trabalhar...
É oficial que este estado de semi-coma me conduz à loucura.
Que chegue rapidamente o Verão e os dias felizes.
Juro que tentei e os meus esforços são vistos nos pequenos rasgos de alegria, principalmente de manhã. Mas passado pouco tempo volto para um estado de semi-consciência, onde tudo é cinzento, cheira a indefinição e sabe a incerteza.
Atribuo este estado de alma ao cansanço que tenho, extremo e exagerado. É normal em mim dar tudo por tudo e cair rapidamente em exaustão, o que me faz pecar por falta de vontade.
Elevo as expectativas dos outros em relação a mim, sinto-me elogiada e reconhecida, elevo as minhas expectativas, canso-me, sinto que não dou o melhor que sei e tenho, desiludo-me e a partir dai é uma espiral até ao fundo, onde só há sono e choro.
Escrevo sobre isto porque sinto que estou perto desse fundo. No ano passado bati mesmo lá em baixo e, como não quero isso este ano decisivo para mim, arranjo estratégias que me despertem. Preciso de ateñção dos outros mas não me apetece falar, preciso de ver trabalho realizado mas não me apetece trabalhar...
É oficial que este estado de semi-coma me conduz à loucura.
Que chegue rapidamente o Verão e os dias felizes.
Subscrever:
Mensagens (Atom)