quarta-feira, 30 de março de 2011

o meu erro...

Não sei como escrever isto... e apercebo-me do meu erro. Quero tudo perfeito. Quero que as minhas palavras mudem o mundo de quem as lê. Não suporto a ideia de ser mais uma coisa neste mundo que não adiciona nada ao aqui e agora. Quando era pequeno e me perguntavam o que queria ser, eu dizia que não tinha a certeza do que queria ser, mas sabia que não queria apenas ser mais um. Queria fazer a diferença. Algures na minha vida comecei a confundir diferença com perfeição...

Eu queria ser o pai perfeito, o marido perfeito, o filho perfeito, o irmão perfeito, o africano perfeito, o colega perfeito, o homem perfeito, o amigo perfeito, o músico perfeito, o psicólogo perfeito, o técnico perfeito, o trabalhador perfeito, o aluno perfeito, o etc perfeito...

Mas não sou nada disso... estou tão longe de ser perfeito... no outro dia comentava com amigos como a tapeçaria Arabe deixa sempre um ponto imperfeito, porque só Deus é perfeito... afinal estou tão longe de Deus

Parvoíce... que grande m****, p*** do ca*****, nem sequer me autorizo a dizer asneiras... Sou um anal retentivo, um ma***** de me*** que tem de se libertar e viver a vida como deve ser vivida!
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Estive a pensar... quero dizer mais, mas estou seco. Olho para a minha vida e vejo drama... telenovela,... as coisas podem ser mais simples. As coisas têm de ser mais simples. Não quero mais ser perfeito. Quero ser apenas eu.

1 comentário:

  1. A perfeição só existe enquanto existir imperfeição... E é na imperfeição, quanto a mim que temos a capacidade de nos transformar e ser melhores.

    Poque a perfeição é claramente utupia e a imperfeição é o medo que nos faz ir mais longe.

    O melhor de tudo é saber que existem pessoas imperfeitas que nos fazem aprender com elas e perceber aquilo em que falhamos. Acredita que, quando me for embora, o que vai ficar para sempre é aquilo em que foste diferente, e me fizeste reflectir como poderiamos juntos transformarmo-nos numa pessoa melhor.

    Estou sentada no teu computador, na tua cadeira, com a tua (nossa) desarrumação e a pensar que bom que é ser assim, ser diferente... Porque não ficamos indifrente à tua presença ou ausência.

    Eu gosto de ser imperfeita porque me dá a sensação de infinito, de algo para renovar...

    (as palavras custam a sair)...

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