segunda-feira, 4 de junho de 2012

Sapos e Narrativas

"Narramos a vida com a caneta das nossas emoções"
A vida é demasiado curta para engolir sapos... beijá-los, ainda vá que não vá, que sempre pode saír um príncipe ou uma princesa, mas engoli-los... para quê? Em primeiro lugar é uma violência para o estômago, depois, para quem gosta de tal iguaria não seria melhor comê-los em pequenos pedaços soberbamente bem temperados?

É que faz toda a diferença, ora repara...

Posso fazer algo por duas razões para encontrar algo, ou para fugir a algo, e a forma das nossas acções pouco nos diz acerca disso... será então o "tutano" das nossas acções que nos revela quem nós somos? Ou talvez ... qualquer acção possa ser descrita como eu quiser, que construo a minha realidade com base nas histórias que me conto, sou eu  que me intitulo herói ou covarde, rei ou mendigos, porque os factos, esses são meras projecções da minha percepção...

Assim, vejo o construtivismo e as narrativas ...

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Há dias assim... acordamos corre tudo bem e no fim do dia recebes um telefonema que te desmancha.
Recompões-te e tomas uma decisão: amanhã resolvo tudo de uma vez por todos.
Não dormes, imaginas como será a conversa, as reacções, treinas um discurso que te faça sentir segura, pedes opiniões, pensas e reflectes.

Há dias assim... Em que depois de pensar muito tomas a decisão de bater com a porta. Dizes o que tem vem à cabeça, não tens necessidade de te explicar, apenas sabes o que sentes, o quanto te humilharam e injustiçaram...

Há dias assim... Percebes que a pessoa que és é o mais importante que há na vida, que jamais deves pôr os teus valores de lado, embarcar em rebanhos que te destrõem...Dás o murro na mesa e dizes basta! Viras costas e sais de cabeça erguida.

Há dias assim... Em que sabes que tomaste a melhor decisão, sentes uma descarga de adrenalina, ris e choras ao mesmo tempo, não és capaz de estar sentada por as tuas pernas te impelem a caminhar e soltar energia. As pessoas que te Amam estão lá para te apoiar.

Há dias assim... Em que aquilo que pensavas ser um sonho se transformou num pesadelo. A queda é dura mas sabe bem, custa mas continuar como estava custaria muito mais.

Há dias assim... Desistes do estágio mas tornas-te muito melhor pessoa.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Novamente tu

Tenho um colega no estágio que tem demasiadas certezas. Opina sobre tudo, intelectualiza e marca a sua posição.

O nosso diálogo esta semana:
Ele - Reparei que te costumas rir quando eu dou a minha opinião e não compreendo se é por gozo ou por qualquer outro motivo.

Eu- Rio-me porque me fazes lembrar alguém que conheci. Tens demasiadas certezas....

Ele - Não compreendo. Não é normal que tenha opiniões? Não sou como tu que, às vezes te pergunto as coisas e dizes que nunca pensaste sobre o assunto.

Eu- A verdade é que, às vezes, nunca pensei sobre o assunto. E mesmo quando pensei, não imponho a minha opinião, quero ouvir o que tens para me dizer e aprender contigo.

Ele - Mas eu penso sobre tudo.

Eu - E opinas sobre tudo porque é a forma que tens de controlar o teu espaço.

Ele - És mesmo boa psicóloga. Já percebeste que tenho necessidade de controlar.

Eu - Nunca te descontrolas?

Ele - Nunca. Nem quando estou zangado.

Eu - Não gritas? Não choras descontroladamente? Não partes loiça nem uivas na rua à noite?

Ele - Não. Nunca. As minhas emoções são racionais.

Eu - hum hum.

(pausa para arrumar o material de trabalho)

Ele - Disseste que te faço lembrar uma pessoa que conheceste.Quem?

Eu - (riso envergonhado) Eu mesma.

Ele - A sério? Quem diria. E que papel assumes tu agora?

Eu - O papel de mestre.

Ele - És mesmo confiançuda.

Gargalhada total.

terça-feira, 13 de março de 2012

ahahahahahah

E quem foi eleita a estagiária do mês quem foi? Quem deixou para trás 6 outros estagiários e superou todas as contrariedades???? Até tive direito a prémio e tudo.

Já não me lembrava de como era ser reconhecida. Afinal parece que não sou assim tão invisível e que o meu trabalho dá frutos. Pelo menos tem dias.

E pronto 4 meses de estágio já passaram... 620h de clausura neste consultório.

Venha o sol e a vontade de continuar a crescer.

E nunca esperei dizer isto mas sinto TANTA falta da psicanálise.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Abraços...

Um destes dias juntei o melhor de ti com o melhor de mim...

De ti:
Abracei. Mas daqueles abraços que não terminam... que a outra pessoa já está cansada e tu continuas a abraçar com prazer.

De mim:
Abracei quem não merecia... quem me manda a mim ser boa samaritana? como recompensa levei uma "facada" nas costas. Enfim vida... um dia aprendo.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Saudades

Este post é para te dizer que tenho saudades, não só tuas, mas da equipa e do trabalho que se faz ai...

Temos tendência para pensar que as saudades é algo negativo mas agora percebo que não é.

Primeiro porque são recordações de coisas boas que vivemos... Só temos saudades do que gostamos.

Depois porque nos fazem pensar nessas mesmas coisas boas. Aconchegam-nos o coração por saber que tivemos momentos felizes, que também existe o lado solar da vida...

Se calhar refugiu-me na saudade que sinto de vocês para me defender do mal que me tentam fazer. Mas esta saudade faz-me falar a plenos pulmões de tudo o que vivi e aprendi, das pessoas que encontrei, das situações boas e más... Esta saudade faz com que as minhas colegas já não possam ouvir falar na SCML, no Lopes e no grupo de jovens, nos convívios ao almoço, na música na sala dos técnicos e em tantas outras coisas....

É uma coisa muito fatalista pensar que não se voltará a repetir... e não. Talvez, no mesmo sítio, com as mesmas pessoas e as mesmas situações, tudo será diferente.

Mas isso é ainda melhor... saber que guardo em mim experiências que nunca mais ninguém terá, que eu própria não serei capaz de repetir... e que a vida soma e segue!!! E eu me conforto com as imagens que tenho vossas...

PORQUE AS VOSSAS IMPRESSÕES DIGITAIS NÃO DESAPARECEM DA MINHA VIDA!!!!!

LOVE YOU EQUIPA SUL 3

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Não podia não partilhar contigo...

Entrevista com o Dr. Jorge Carvajal, médico cirurgião da Universidade
de Andaluzia, Espanha, pioneiro da Medicina Bioenergética.



Qual adoece primeiro: o corpo ou a alma?
A alma não pode adoecer, porque é o que há de perfeito em ti, a alma
evolui, aprende. Na realidade, boa parte das enfermidades são
exatamente o contrário: são a resistência do corpo emocional e mental
à alma. Quando nossa personalidade resiste aos desígnios da alma,
adoecemos.

Há emoções prejudiciais à saúde? Quais são as que mais nos prejudicam?
70 por cento das enfermidades do ser humano vêm do campo da
consciência emocional. As doenças muitas vezes procedem de emoções não
processadas, não expressadas, reprimidas. O medo, que é a ausência de
amor, é a grande enfermidade, o denominador comum de boa parte das
enfermidades que temos hoje. Quando o temor se congela, afeta os rins,
as glândulas suprarrenais, os ossos, a energia vital, e pode
converter-se em pânico.



Então nos fazemos de fortes e descuidamos de nossa saúde?
De heróis os cemitérios estão cheios. Tens que cuidar de ti. Tens teus
limites, não vás além. Tens que reconhecer quais são os teus limites e
superá-los, pois, se não os reconheceres, vais destruir teu corpo.

Como é que a raiva nos afeta?
A raiva é santa, é sagrada, é uma emoção positiva, porque te leva à
auto-afirmação, à busca do teu território, a defender o que é teu, o
que é justo. Porém, quando a raiva se torna irritabilidade,
agressividade, ressentimento, ódio, ela se volta contra ti e afeta o
fígado, a digestão, o sistema imunológico.

Então a alegria, ao contrário, nos ajuda a permanecer saudáveis?
A alegria é a mais bela das emoções, porque é a emoção da inocência,
do coração e é a mais curativa de todas, porque não é contrária a
nenhuma outra. Um pouquinho de tristeza com alegria escreve poemas. A
alegria com medo leva-nos a contextualizar o medo e a não lhe darmos
tanta importância.

A alegria acalma os ânimos?
Sim, a alegria suaviza todas as outras emoções, porque nos permite
processá-las a partir da inocência. A alegria põe as outras emoções em
contato com o coração e dá-lhes um sentido ascendente. Canaliza-as
para que cheguem ao mundo da mente.

E a tristeza?
A tristeza é um sentimento que pode te levar à depressão quando te
deixas envolver por ela e não a expressas, porém ela também pode te
a judar. A tristeza te leva a contatares contigo mesmo e a restaurares
o controle interno. Todas as emoções negativas têm seu próprio aspecto
positivo.Tornamo-las negativas quando as reprimimos.

Convém aceitarmos essas emoções que consideramos negativas como parte
de nós mesmos?
Como parte para transformá-las, ou seja, quando se aceitam, fluem, e
já não se estancam e podem se transmutar. Temos de as canalizar para
que cheguem à cabeça a partir do coração. Que difícil! Sim, é muito
difícil. Realmente as emoções básica são o amor e o medo (que é
ausência de amor), de modo que tudo que existe é amor, por excesso ou
deficiência. Construtivo ou destrutivo. Porque também existe o amor
que se aferra, o amor que superprotege, o amor tóxico, destrutivo.

Como prevenir a enfermidade?
Somos criadores, portanto crei o que a melhor forma é criarmos saúde.
E, se criarmos saúde, não teremos que prevenir nem combater a
enfermidade, porque seremos saúde.

E se aparecer a doença?
Teremos, pois, de aceitá-la, porque somos humanos. Krishnamurti também
adoeceu de um câncer de pâncreas e ele não era alguém que levasse uma
vida desregrada. Muita gente espiritualmente muito valiosa já adoeceu.
Devemos explicar isso para aqueles que crêem que adoecer é fracassar.
O fracasso e o êxito são dois mestres e nada mais. E, quando tu és o
aprendiz, tens que aceitar e incorporar a lição da enfermidade em tua
vida... Cada vez mais as pessoas sofrem de ansiedade. A ansiedade é um
sentimento de vazio, que às vezes se torna um oco no estômago, uma
sensação de falta de ar. É um vazio existencial que surge quando
buscamos fora em vez de buscarmos dentro. Surge quando busca mos nos
acontecimentos externos, quando buscamos muleta, apoios externos,
quando não temos a solidez da busca interior. Se não aceitarmos a
solidão e não nos tornarmos nossa própria companhia, sentiremos esse
vazio e tentaremos preenchê-lo com coisas e posses. Porém, como não
pode ser preenchido de coisas, cada vez mais o vazio aumenta.

Então, o que podemos fazer para nos libertarmos dessa angústia?
Não podemos fazer passar a angústia comendo chocolate ou com mais
calorias, ou buscando um príncipe fora. Só passa a angústia quando
entras em teu interior, te aceitas como és e te reconcilias contigo
mesmo. A angústia vem de que não somos o que queremos ser, muito menos
o que somos, de modo que ficamos no "deveria ser", e não somos nem uma
coisa nem outra. O stress é outro dos males de nossa época. O stress
vem da competitividade, de que quero ser perfe ito, quero ser melhor,
quero ter uma aparência que não é minha, quero imitar. E realmente só
podes competir quando decides ser um competidor de ti mesmo, ou seja,
quando queres ser único, original, autêntico e não uma fotocópia de
ninguém. O stress destrutivo prejudica o sistema imunológico. Porém,
um bom stress é uma maravilha, porque te permite estar alerta e
desperto nas crises e poder aproveitá-las como oportunidades para
emergir a um novo nível de consciê ncia.

O que nos recomendaria para nos sentirmos melhor com nós mesmos?
A solidão. Estar consigo mesmo todos os dias é maravilhoso. Passar 20
minutos consigo mesmo é o começo da meditação, é estender uma ponte
para a verdadeira saúde, é aceder o altar interior, o ser interior.
Minha recomendação é que a gente ponha o relógio para despertar 20
minutos antes, para não tomar o tempo de no ssas ocupações. Se
dedicares, não o tempo que te sobra, mas esses primeiros minutos da
manhã, quando estás rejuvenescido e descansado, para meditar, essa
pausa vai te recarregar, porque na pausa habita o potencial da alma.

O que é para você a felicidade?
É a essência da vida. É o próprio sentido da vida. Estamos aqui para
sermos felizes, não para outra coisa. Porém, felicidade não é prazer,
é integridade. Quando todos os sentidos se consagram ao ser, podemos
ser felizes. Somos felizes quando cremos em nós mesmos, quando
confiamos em nós, quando nos empenhamos transpessoalmente a um nível
que transcende o pequeno eu ou o pequeno ego. Somos felizes quando
temos um sentido que vai mais além da vida cotidiana, quando não
adiamos a vida, quando não nos alienamos de nós mesmos, quando estamos
em paz e a salvo com a vida e com nossa consciência. Viver o Presente.

É importante viver no presente? Como conseguir?
Deixamos ir-se o passado e não hipotecamos a vida às expectativas do
futuro quando nos ancoramos no ser e não no ter, ou a algo ou alguém
fora. Eu digo que a felicidade tem a ver com a realização, e esta com
a capacidade de habitarmos a realidade. E viver em realidade é sairmos
do mundo da confusão.

Na sua opinião, estamos tão confusos assim?
Temos três ilusões enormes que nos confundem:
Primeiro: cremos que somos um corpo e não uma alma, quando o corpo é o
instrumento da vida e se acaba com a morte.
Segundo: cremos que o sentido da vida é o prazer, porém com mais
prazer não há mais felicidade, senão mais dependência... Prazer e
felicidade não são o mesmo. Há que se consagrar o prazer à vida e não
a vida ao prazer.
Terceiro: ilusão é o poder; desejamos o poder infinito de viver no
mundo.. E do que realmente necessitamos para viver? Será de amor, por
acaso?
O amor, tão trazido e tão levado, e tão caluniado, é uma força
renovadora. O amor é magnífico porque cria coesão. No amor tudo está
vivo, como um rio que se renova a si mesmo. No amor a gente sempre
pode renovar-se, porque ordena tudo. No amor não há usurpação, não há
transferência, não há medo, não há ressentimento, porque quando tu te
ordenas, porque vives o amor, cada coisa ocupa o seu lugar, e então se
restaura a harmonia. Agora, pela perspectiva humana, nós o assimilamos
com a fraqueza, porém o amor não é fraco.
Enfraquece-nos quando entendemos que alguém a quem amamos não nos ama.
Há uma grande confusão na nossa cultura. Cremos que sofremos por amor,
porém não é por amor, é por paixão, que é uma variação do apego. O que
habitualmente chamamos de amor é uma droga. Tal qual se depende da
cocaína, da maconha ou da morfina, também se depende da paixão. É uma
muleta para apoiar-se, em vez de levar alguém no meu coração para
libertá-lo e libertar-me. O verdadeiro amor tem uma essência
fundamental que é a liberdade, e sempre conduz à liberdade. Mas às
vezes nos sentimos atados a um amor. Se o amor conduz à dependência é
Eros. Eros é um fósforo, e quando o acendes ele se consome rapidamente
em dois minutos e já te queima o dedo. Há amores que são assim, pura
chispa. Embora essa chispa possa servir para acender a lenha do
verdadeiro amor. Quando a lenha está acesa, produz fogo. Esse é o amor
impessoal, que produz luz e calor .

Pode nos dar algum conselho para alcançarmos o amor verdadeiro?
Somente a verdade. Confia na verdade; não tens que ser como a princesa
dos sonhos do outro, não tens que ser nem mais nem menos do que és.
Tens um direito sagrado, que é o direito de errar; tens outro, que é o
direito de perdoar, porque o erro é teu mestre. Ama-te, sê sincero
contigo mesmo e leva-te em consideração. Se tu não te queres, não vais
encontrar ninguém que possa te querer. Amor produz amor. Se te amas,
vais encontrar amor. Se não, vazio. Porém nunca busques migalhas, isso
é indigno de ti. A chave então é amar-se a si mesmo. E ao próximo como
a ti mesmo. Se não te amas a ti, não amas a Deus, nem a teu filho,
porque estás apenas te apegando, estás condicionando o outro.
Aceita-te como és; não podemos transformar o que não aceitamos, e a
vida é uma corrente permanente de transformações.

Prof. Dr. Maurício Paes Landim
Professor Adjunto de Cardiologia UFPI/UESPI
Mestre em Medicina
Doutor em Cardiologia

Recomeço

Sei que estás ai... que esperas notícias, reflexões e opiniões. Sei que esperas partilhas de pensamentos...
Mas durante muito tempo as palavras fogem-me, os pensamentos são menos que devaneios, difusos e quase-transparentes.
As emoções que me faziam escrever estão fechadas dentro de mim, remetidas para mais tarde, para quando me encontrar e encontrar o meu lugar nesta vida que vivo.

Ando a evitar olhar para dentro de mim, não por medo mas por incerteza, por não saber o que vou encontrar e o que vou sentir.

Agora tudo é diferente... A vida está a mudar, eu estou a mudar. As metamorfoses são demasiado duras para as sofrer sozinha.

Não sei que escrever...

ah e lembrei-me do que é gratidão (a propósito de um post mais antigo): é ler todo este blog e chorar de alegria e triateza por tudo o que vivemos e por nunca te ter dito o quanto te estou GRATA pelo que fizeste por mim.

sábado, 14 de janeiro de 2012

As coisas cá estão... por aqui, neste mesmo sítio. Já estou cansado de ler, de ler, de ler, de procurar ler, de procurar procurar. Onde é que eu estou pergunto-me, onde anda quem eu sou, o que eu sou.
Olho para o meu lado e vejo-me, noutra vida, noutra vivência. Olho para aqui e sinto-me fora de mim, fora do espaço do eu. Ás vezes queria que tudo fosse diferente... se calhar vivia outra vida e desejei o mesmo e vim parar aqui... nesta vida que é minha!

Eu estou bem, estou feliz, reflicto como há muito tempo não o fazia... penso de maneira emocional sobre mim, e isso faz-me crescer... as perguntas são sempre as mesmas. Para onde vou, de onde venho!

Beijoca

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Recomeçar

Já é oficialmente dia 2 de Janeiro de 2012... apesar de esta não ser a época em que avalio o ano que passou, é difícil escapar a um momento tão marcante como a passagem de ano, a crença de que podemos começar tudo de novo, a crença que podemos ser diferentes, que desta vez é que é, que aquilo que foi o nosso passado, não nos irá perseguir.. ou seja a passagem de ano é como um perdão papal!

Bem, mas cada vez mais acredito que esse momento explorado pelos média e pelo nosso consciente colectivo,  é apenas um entre infinitos momentos. Porque a cada hora nos podemos recriar, a cada minuto podemos escolher de maneira diferente, a cada minuto podemos mostrar a melhor versão de nos próprios. O ano novo relembra-nos disso, tal como o Natal, a Páscoa, etc. são momentos não em que o milagre se deu, mas momentos em que devemos renovar durante mais um ano a fé que temos nos milagres que acontecem a todo o momento.

Por isso se amanhã quiseres recomeçar, lembra-te que... podes!