Toda a minha pequiníssima vida (ou pelo menos desde que me lembro) que as pessoas me dizem que tenho falta de tempo. E reclamam, reclamam, reclamam e às vezes nem sabem bem porquê.
Eu não acho que tenha falta de tempo... Nem sou assim tão ocupada. Sou é enérgica e faço tudo com paixão o que dá a ideia aos outros de que ando sempre a correr. Mas é mentira!
Bem mas o que me apetece escrever hoje é sobre ausência, ou seja, aquilo que eu acho que os outros sentem quando dizem que eu não tenho tempo.
Sinceramente, quando tento definir ausência penso que é indefinível porque a ausência é o nada, é a falta de alguma coisa ou alguém e por isso não há nada para definir.
Eu sempre suportei bem a ausência e inclusivé nunca tinha sentido ausência porque ocupo sempre esse buraco que abre com qualquer outra coisa.
Acontece que neste momento a minha vida está a atingir um patamar onde o buraco está a ficar tão grande que eu já não sei como preencher.
Como disseste num outro post, o ciclo não termina mas renova-se... A verdade é que tenho muito medo dessa renovação. Tenho medo de não saber o que ai vem... E não gosto nada de surpresas que não controlo.
No próximo ciclo tudo se vai... Todas as ocupações desaparecem e ficam apenas as pessoas (importantes é certo) que já não vão ter motivo para dizer que eu não tenho tempo... Cheira-me que nos próximos tempos vou até ter tempo demais.
Sem comentários:
Enviar um comentário