domingo, 11 de dezembro de 2011

Felicidade, cenoura?... ou Gratidão?

A felicidade existe, ou é apenas a cenoura que o Homem inventou para si próprio. Se imaginar que o Homem primitivo estava em consonância com a Natureza, seria feliz? Da mesma maneira que os animais em estado natural estão/são felizes? Mas depois inventámos/descobrimos a transcendência... ser mais do que somos, existe o céu, existe outras vidas passadas, existem realidades alternativas... e por vezes todas elas parecem querer satisfazer a insatisfação congénita do ser Humano pela sua condição. Ficar à espera de outra vida, acumular bens e experiências... de todos aqueles que parecem ter chegado a um ponto semelhante à felicidade aquilo que vejo foi justamente despojar de coisas e actividades, e o foco numa única experiência... a Gratidão.

Fará sentido isto? A Gratidão, não como o "obrigado", mas como um sentimento de identificação e satisfação por o outro ou algo ser exactamente assim, o reconhecimento da sacralidade de toda a existência tal como é agora, com guerras, drogas, pestilência, morte, violência, etc. Saber que toda essa patologia é um sintoma, e que todo o sintoma tem uma função, e que toda a função é um esforço para a sobrevivência... Fará sentido?

E que significa isso para a nossa prática clínica?

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