Quando alguém me magoa, mais do que me sentir triste, sinto-me pequenina... E pequeinina porque quando me magoam gostava que a seguir me dissessem que está tudo bem e que um abraço pudesse sarar as coisas.
Mas isso nunca aconteceu. Sempre que me magoam eu fujo! Fujo para um mundo só meu onde os abraços deixam de ter importância porque existo apenas eu.
Gosto de pensar que não preciso de ninguém... alíás sempre fui eu o ombro amigo dos outros e de mim mesma. Por isso é que acham estranho quando falo sozinha... eu não falo sozinha, falo comigo.
Porque nunca ninguém reparou quando eu tive um dia mau ou quando chorei... nunca ninguém olhou para mim para me ver.
Mas não faz mal porque eu basto. Eu abraço-me e consolo-me... Eu sou minha mãe e meu pai. Cuidadora e cuidada. E assim nunca me desiludo.
Gostava de te poder dizer que tudo o que me fazes só me torna mais forte e que te perdoo.
Eu Ana sou muito mais forte do que aquilo que imaginas mas às vezes sabia-me bem ser abraçada e sentir que para ti sou aquilo que dizes que sou.
Nao me importa. Os sentimentos passam, as experiências mudam e um dia serei para alguém aquilo que queria que fosses.
Tenho pena que nunca chegues a ler a carta de agradecimento nem este blog. Essas coisas são parte do meu mundo e ai nunca vais puder entrar. Lamento.
p.s- não deixa de ter piada quando publiquei esta mensagem pela primeira vez apareceu uma publicidade que dizia "Deus Ama-te". Aí e´stá a prova como te manifestas nos mais pequenos gestos. Obrigada por gostares de mim Deus.
Sem comentários:
Enviar um comentário