quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Deus e a Psicologia

Digo-te que este é o maior desafio: pensar Deus na psicologia.

Sei muito bem, ou acho que sei, qual o papel Dele na minha vida... Faz-me ter um objectivo de ser melhor a cada dia. Estabelece um ideal de perfeição que me esforço para atingir.

Faz-me ver a vida com olhos bons, faz-me pensar nos outros, faz-me crer que isto é a passagem para a vida eterna.
Faz também diminuir a minha dissonância cognitiva, sentir-me inimputável por certos actos, deixar tudo na mão Dele e ser mais livre.

Aprendi na faculdade que a psicologia não contraria a existência de Deus. Porquê? Não sei. Nem quero saber. São duas esferas da minha vida separadas.

Durante estes dias tentei perceber como sinto Deus no serviço e percebi que Deus só existe na relação.
Sem o outro é apenas uma utopia. Com o outro é uma realidade.

Para mim faz-me desejar entregar-me mais e melhor, compreender o outro, aceitá-lo na diferença. Compreendo agora porque não me exalto com certas estórias ou histórias que oiço (ainda que possam ser contra os meus valores morais).
Estou na profissão certa para Amar o Próximo como a Mim Mesma, Dar a outra face, Ensinar os ignorantes, etc, etc, etc.

Sinto Deus quando me sinto abençoada por poder pensar sobre estas coisas. Sinto que Deus cuida da minha alma não a deixando ficar em farrapos. Sinto que Deus colocou alguém no meu caminho que me ensinar a ser melhor.

Posso deixar-te um desafio?
E se Deus viesse ao psicólogo o que lhe diríamos? (Eis um assunto para co-discutir na próxima reunião)

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