segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Pensar quem sou... Sentir o que faço

Em primeiro lugar quero deixar um aviso de que este post vai ser escrito ao longo do tempo. É que isto de pensar sobre mim não é muito fácil.

Estava para ali a pensar e lembrei-me de uma frase que se ouve constantemente "Nós somos aquilo que vivemos e o que fazemos com as nossas experiências". Tenho tendência em acreditar em frases que não percebo o que querem dizer. Se até agora aceitava esta frase como uma máxima de vida, pensado bem não percebo o que quer dizer.

Vamos por partes.

"Nós somos aquilo que vivemos..."
A sério?! Eu não acho que seja assim tão deterministico. É do tipo "ai e tal partiste a perna e agora vais ter uma estação metereológica biológica que em Agosto te vai doer porque em Novembro chega o frio".
Não me parece que seja assim tão linear. Então e aquilo que vivi e não me lembro? Como é que isso me afecta? ou melhor como é que eu posso dizer que tenho medo de alturas se não me lembro de alguma vez ter caído de um sítio alto?
O que me parece é que aquilo que vivemos é uma espécie de framework, um enquadramento que serve mais para justificarmos o que vivemos e termos controlo sobre as coisas do que outra coisa qualquer.

"...e o que fazemos com as nossas experiências"
Ah bom! agora já estou mais de acordo. Mas se por um lado concordo que pudemos deixar-nos influenciar por o que nos acontece, por outro não tenho assim tanta certeza.
Um exemplo que aconteceu comigo: só comi empatadas uma vez na vida. Eram óptimas e eu adorei. No dia seguinte apanhei uma intoxicação alimentar e só vomitava empadas. O que controlo: Sempre que vejo empadas não fico mal disposta nem sequer com o cheiro embora tenha uma experiência negativa (no outro dia até cozinhei empadas e não aconteceu nada). O que não controlo: Assim que tento provar empadas vou a correr vomitar embora racionalmente saiba que a probabilidade de me fazer mal é minima.
Se me perguntarem digo "ODEIO empadas quando na verdade até gosto!"
Para mim consigo controlar-me psicologicamente (o poder da mente!hi hi hi) mas a minha biologia é mais forte que eu!

Por isso estou para aqui num contra-senso entre o facto de conseguir controlar ou não aquilo que sou através daquilo que me acontece.

Estou confusa...

Isto tudo para dizer, por enquanto, que ainda não sei bem como é que a minha experiência determinou a minha escolha profissional e como influencia o meu modo de actuar ou a minha postura.

Mais pensamentos se seguirão...

2 comentários:

  1. Gosto de ver que se arrisca a estar confusa, é nesse arriscar que se voa (já lhe disse que gosto dos seus pássaros?!), o que já está feito já está, agora o que falta é o que ainda está por fazer, o que espera por nós para poder ser feito...

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  2. Quem é você? O que é que tem de especial para querer seguir este caminho? Tem algo a oferecer? Tem algo que alguém queira, fá-lo por si ou pelos outros, fá-lo por alguns ou por todos, veio exorcizar ou ser exorcizada?

    Viver é ler e escrever, ler a vida, as árvores, o sol, as pessoas, e escrever as emoções, pensamentos e sensações. Desfolhe mais ainda do que a anima, aqui ninguém a vê, ninguém sabe quem é. Arrisque ainda mais, pragueje, reze, use o seu mantra, arrisque, risque, deixe em branco, descontrole-se, insulte-me, insulte-se, ame.

    E no fim volte a si, volte a olhar para tudo o que a rodeia, veja como as cores estão diferentes... o que é a loucura, até onde posso eu ir com os meus clientes, para quem trabalho, para a empresa ou para o utentes da empresa... Alguém uma vez me disse que "quero mudar o mundo"...

    Como é que se muda o mundo quando em nós há ainda tanto por descobrir e por mudar? Qual a importância do sagrado e do divino na maneira como me relaciono com o cliente? Até onde posso mudar algo ou alguém? Se até Deus criou o Homem à sua imagem, e não o tornou maior que Si Próprio, poderemos então nós homens e mulheres criar ou mudar algo para além do nosso próprio alcance?

    E acerca dos nossos defeitos, e virtudes, que caminho devemos nós percorrer, será possível estar de lado a ajudar os outros enquanto nós próprio escarnecemos da ajuda.?

    Qual é o momento mágico, em que tudo é possível, em que a energia se manifesta e o poder de realizar existe?

    Estas são algumas questões que também gostava de ver postadas por si...

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