Ainda não sei porque escolhi esta profissão.
Convenci-me que queria salvar o mundo mas nem sei o que isso quer dizer. Só sei que gosto de fazer a diferença embora fuja dela. Entenda-se que não é que goste de fazer diferente, gosto é de deixar a minha marca, de saber que fui importante na vida de alguém.
E é para deixar marca que uso salto-altos. Afinal é para conseguir ver e ser vista. E andar mais alta faz com que consiga ver as coisas de outra perspectiva. Por isso a partir de hoje defendo a existência de saltos-altos psicológicos. Não sei como nem quando mas era importante conseguir chegar mais alto, ver por cima do que sempre vi...
Mas hoje apetece-me escrever sobre a primeira vez. Não me preparei. Não sabia como fazer. Apenas confiei no parceiro. Ele já tinha mais experiência e sabia bem o que era suposto fazer. Tomou as rédeas da situação mas deixou-me experimentar, fazer à minha maneira, ensaiar...E eu agi, mesmo sabendo que podia errar, mesmo não sabendo o caminho a seguir. Foi mesmo muito bom, foi um "excitéx", alguém até me disse que parecia uma criança no Natal. Esperei anos por isto e correu lindamente. Não tive medo nem me escondi.
Voltando às minhas metáforas senti-me o pai do Nemo nas costas da tartaruga, a deixar-se levar pela corrente.
Se era eu ou o meu alter-ego que ali estava ainda não sei. Mas agora também não importa.
Se vai correr sempre assim também não sei. E não sei nada. Neste momento estou despojada de sentimentos. Chama-se savoring e eu vou aproveitar enquanto durar.
Por último obrigada a todos os intervenientes que estiveram comigo naquela sala. Vocês é que me ajudaram a construir este bom momento.

Uau... fantástico... isto está a melhorar cada vez mais, a cada "post" que passa vejo uma autora cada vez mais segura e "orgulhosa" da sua insegurança... andar é um desiquilíbrio controlado não é? Se estivéssemos sempre seguros... nunca saíamos do mesmo lugar!
ResponderEliminarEssa primeira vez... foi mágica não foi? Ainda me lembro da minha primeira vez, suava, engasgava-me, trocava-me todo... e ouvi-la falar da sua primeira vez, fez-me lembrar que já tinha esquecido o que era uma primeira vez... uma criança no Natal. Se você se sentiu como uma criança no Natal, outra pessoa deve ter-se sentido como quando damos um presente a uma criança no Natal, deve ter visto reflectido nos teus olhos a pureza desses primeiros momentos, deve ter relembrado a inocência e a limpidez, a genuinidade e o orgulho dessa primeira prenda.
ResponderEliminarTenho a certeza de que esse alguém agradeceu ao "anjo" por este lhe ter relembrado o que é uma primeira vez!