A vida muda, as circunstâncias mudas, as pessoas mudam e eu mudei...
Talvez preciso de ser constantemente elogiada, talvez esteja só confusa... talvez não esteja a pensar só em mim mas num nós, das pessoas que me rodeiam e que tanto lhes interessa onde é o estágio, como a mim me interessa a restauração de móveis.
A verdade é que, talvez a primeira vez na vida em que analisei prós e contras e tomei uma decisão não impulsiva, me vai sair caro.
Ou talvez me vá atirar de cabeça e dar o melhor de mim... só espero que seja suficiente.
Quando, no nosso plano de análise não está só o microssistema mas todo um diagrama de sistemas, temos duas decisões: ou lutamos contra tudo e todos e tanto sucessos como derrotas são só nossos, ou fazemos como a maioria sugere e fica tudo mais feliz (menos nós).
Hoje é assim que me sinto, em consonância com a maioria mas mais insegura do que o habitual.
E pensando bem, vou ter mais tempo para mim, para as minhas coisas (leia-se namorado e família), para os outros que de mim precisam... e nos dias em que levar pancada, me apetecer chorar, arrepender-me da minha escolha, meto-me no carro e em 5 minutos estou de volta ao meu habitat, de onde não me apetece sair.
Eu mudei, a menina impulsiva que fui já não sou, a menina confiante que fui já não sou, a menina destemida que fui já não sou... até a minha identidade de menina me querem tirar...
No outro dia pensava que alguns dos meus colegas psicólogos que tanto prezo, têm uma cultura geral impressionante, desde o verem filmes europeus, a livros de autores obscuros que falam de maneira ininteligível sobre os mistérios da alma... e eu capto a minha sabedoria de coisas tão bregas como o cinema de Hollywood!
ResponderEliminarPois bem, foi num destes filmes que ouvi uma das expressões mais verdadeiras que conheço até hoje, e que se conseguisse integrá-la e viver à luz dela, eu seria sem dúvida um homem feliz e completo.
Trata-se do que o motorista da Princesa (Diário da Princesa... acho que é o 1) lhe diz:
"Ninguém te pode fazer sentir mal, a não ser que tenha a tua permissão!"
Sim...ninguém nos faz sentir, somos nós que o fazemos, somos nós que infinitas vezes escolhemos o sofrimento à felicidade, a dor à alegria, o medo ao heroísmo. Não é que sejamos burros ou incompetentes, somos apenas inconscientemente negligentes!
Para mais... as nossas escolhas parecem-nos na altura de decisão, como se fossem moldar a nossa vida de maneira incontornável. Acho que o livre arbítrio é a maneira como vamos aprender aquilo que antes de nascer já tínhamos decidido aprender... posso aprender o valor da vida através de meditação transcendental e trabalhando a compaixão por todos os seres vivos, fechado num mosteiro durante anos... ou posso apanhar uma doença com 80% de mortalidade, ou ser atropelado e ficar numa cadeira de rodas. Em todos esses casos aprendo o valor da vida.
ResponderEliminarDaqui a anos, as escolhas que fizeste não serão assim tão importantes, e o importante não é aquilo que escolhes, porque isso é apenas uma representação/consequência de quem tu és agora.
Por isso o interessante da escolha é dar-te acesso a ti própria e quem tu és. Aprende contigo próprio e não te esqueças que a vida não se vive nos caminhos, mas sim nas encruzilhadas!...
p.s.:não imaginas o que aprendo ao falar contigo
" escolhas que fizeste não serão assim tão importantes, e o importante não é aquilo que escolhes, porque isso é apenas uma representação/consequência de quem tu és agora."
ResponderEliminarConforta-me pensar assim...
Sei que vou colher frutos deste meu investimento, por muito que agr me custe e me pareça tudo desproporcional.
Mas o meu coração divide-se entre aquilo que quero fazer e o que tenho que fazer.
Um dia vou puder dedicar todo o tempo ao que realmente me interessa e quem sabe se não descubro uma nova vontade de fazer algo diferente...
Estou cansada, as decisões custam e, seja qual for a que tomar, vai estar sempre a corroer-me cá dentro.
E quando estiver triste vou fingir que sou princesa e que o meu motorista me diz
"Ninguém te pode fazer sentir mal, a não ser que tenha a tua permissão!"